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O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-AP), criticou duramente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria.
A votação ocorreu nesta quinta-feira (30). Na Câmara, foram 318 votos a favor da derrubada e 144 contra. No Senado, o placar foi de 49 a 24.
O projeto reduz penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados condenados pelo STF.
O que disse Lindbergh
Lindbergh classificou a articulação de Alcolumbre como um “golpe”:
“Eu chamo isso aqui de um golpe comandado por Alcolumbre com dois objetivos: livrar a cara de Bolsonaro dos generais golpistas e fazer um grande acordão de blindagem das investigações da Polícia Federal.”
O deputado petista também associou a derrubada do veto a um suposto acordo envolvendo a CPI do Banco Master:
“O PL passou meses falando em CPI do Master e se calou. O acordo foi esse. Ninguém fala em CPI do Master. ‘Ninguém fala em investigação do Master e a gente diminui a pena de Bolsonaro e dos generais golpistas’. Tudo mudou.”
Lindbergh também criticou a condução de Alcolumbre à frente do Congresso:
“O papel do Alcolumbre foi o pior possível. A gente viveu de ontem para hoje uma grande conspiração para a construção desse acordo de blindagem contra crimes.”
A resposta da oposição
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), rebateu as declarações de Lindbergh. Ele citou casos de corrupção para associar o governo Lula:
“Quantos parlamentares da base do governo assinaram a CPI do INSS e do Banco Master? Zero. Eles não querem investigações. O governo Lula é o campeão de corrupção na história do Brasil. Quem diga o mensalão, quem diga o petrolão, quem diga o INSS. Eles querem colocar agora essa conta no governo Bolsonaro.”
Contexto
Com a derrubada do veto, o PL da Dosimetria segue para promulgação. O projeto impede a soma de penas para os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, aplicando apenas a pena mais grave, com acréscimo de um sexto até a metade.
A proposta também reduz pela metade o prazo para progressão de regime de condenados do 8 de Janeiro.