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Damares: ‘Aborto não é proteção para mulher, é violência contra a mulher’

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Em entrevista ao ‘Direto ao Ponto’, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, comentou sobre o Brasil não ter assinado um documento produzido pelos Estados Unidos para uma aliança global que defende os direitos reprodutivos e a educação sexual.

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“Eu estava lá e não assinei porque não estava claro, se estivesse muito claro que reprodução sexual/direitos sexuais não se falaria e não se faria apologia ao aborto nós teríamos assinado. Mas havia dúvida no texto. O nosso governo é a favor da educação sexual, nós não somos a favor do que acontecia no passado: material inadequado, pessoa inadequada e sexualizando as crianças. Nós queremos debater isso, inclusive com as crianças. Nós defendemos a educação sexual respeitando a especificidade das idades, a linguagem e o material adequado”, explicou nesta segunda-feira (31).

“Queremos direitos sexuais reproduzidos que garantam as mulheres o direito a métodos contraceptivos, nós queremos entregar para o Brasil um grande projeto de planejamento familiar, mas nunca vamos nos curvar diante das iniciativas para legalizar o aborto no Brasil. Nós queremos a mulher protegida e aborto não é proteção da mulher, é violência contra a mulher. O governo Bolsonaro tem como objetivo proteger as mulheres. Somos um governo pró-vida. Aborto não é solução, aborto não é direito. Direito que resulta em morte? Que direito é esse?”, concluiu.

Damares disse que o maior problema de violação de direitos no Brasil é a violência contra a criança.

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“A violência contra a criança precisa ser enfrentada de uma forma muito corajosa e veemente. A primeira denúncia, em todos os nossos canais, de violação de direitos humanos é criança/adolescente. Consideramos esse tema prioritário. Em segundo lugar é a violência contra idosos, agora estamos enfrentando inúmeras violências contra os idosos. Infelizmente temos um país com um leque de violações contra os direitos humanos e precisamos fazer esse enfrentamento com urgência”, contou.

Apesar de seu discurso, a ministra foi questionada sobre o caso das crianças desaparecidas em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, e deu uma resposta básica. “A gente não entra em comunidade, e quando vamos entrar vocês sabem o que acontece. A polícia está investigando”, disse.

Segundo ela, o ministério tem batido de frente com o crime organizado nos casos de desaparecimento de crianças e adolescentes. “Existe crime organizado no desaparecimento de crianças, inclusive na produção de imagens de estupro de criança no Brasil. Nós temos informações que o estupro de um recém-nascido pode custar R$ 50 mil no Brasil. O abusador de criança não é um tio bêbado na esquina, temos profissionais envolvidos, crime organizado. Mas nós não temos medo de crime organizado. Vamos enfrentar essa turma com coragem”, explicou.

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Além da pauta dos direitos da crianças, Damares é muito ativa nas questões do povo originário do Brasil (povos indígenas) e comentou sobre a pandemia entre essa população e os casos de violência dos garimpeiros.

“A Covid-19 atingiu 25% dos povos indígenas, nós trabalhamos muito e a secretária de saúde indígena trabalhou bem. Já o garimpo ilegal em terras indígenas é uma situação muito absurda que estamos enfrentando há 30 anos e precisamos dar uma resposta. Nesse período de pandemia fomos convocados como governo federal para fazer ‘desintrusão’, mas os governadores reclamavam onde iríamos colocá-los”, disse.

“O nosso ministro da Justiça esteve em Roraima, a Polícia Federal está acompanhando, mas lá é um local imenso e a polícia pode estar em um lugar e os garimpeiros em outro. É tudo muito rápido, mas o governo federal tem dado resposta para o povo yanomami”, completou.

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