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🧡 Ver Ofertas na ShopeeEm depoimento na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, o ex-presidente-executivo da Americanas, Sérgio Rial, afirmou que teve dificuldade de obter informações da gestão anterior durante a transição no comando da empresa.
O ex-CEO foi convidado para falar no Senado sobre a crise na varejista. Também foram chamados o atual presidente da Americanas, Leonardo Coelho Pereira, e o presidente da Febraban, Isaac Ferreira, entre outros.
Rial ainda disse nesta terça-feira (28) que, ao descobrir o rombo contábil da varejista, precisava extrair as informações “a conta-gotas” do departamento de contabilidade.
“O presidente anterior (Miguel Gutierrez), que tem vasta experiência como eu já mencionei, não fez a sua sucessão”, disse o ex-CEO aos senadores.
Rial lembrou os senadores que foi anunciado como presidente-executivo da Americanas em agosto de 2022 para assumir o posto em 1º de janeiro deste ano.
“[Gutierrez] era uma pessoa com características de CEO, tendo estado na empresa há tanto tempo, centralizador, no sentido de que as informações eram muito bem controladas, vamos dizer, por ele juntamente com sua diretoria”, disse Rial.
O ex-CEO disse ao Senado que teve 21 reuniões com Gutierrez — que expressou, de acordo com ele, preocupação com a possibilidade de dualidade no comando da empresa no período de transição.
“Nunca, nunca de maneira que eu pudesse entender prospectivamente o tamanho do desafio, principalmente financeiro que eu estaria encontrado”, afirmou Rial aos senadores.
De acordo com Rial, que pediu demissão da presidência da Americanas 10 dias após ser empossado no cargo, Gutierrez não quis que ele participasse de reunião de fechamento do ano da companhia.
“Até o dia 26 de dezembro [de 2022] não se sabia prospectivamente o que seriam os resultados da Americanas para 2022. Na realidade, não sabemos até hoje. Na realidade o quarto trimestre, até agora, não foi publicado”, disse o ex-CEO.
No Senado, Rial disse ter tomado conhecimento do rombo contábil na empresa em 4 de janeiro: quando dois diretores disseram a ele que a dívida bancária da Americanas não foi devidamente contabilizada no balanço.
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