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“Este é o resultado de uma diplomacia ativa e altiva. O mundo voltou a acreditar no Brasil, na capacidade do nosso povo em nosso compromisso com a democracia”, declarou o petista em vídeo postado em sua página do Instagram.
A Argentina não foi incluída no vídeo divulgado por Lula. O país, no entanto, foi um dos signatários de um memorando de entendimento firmado à margem da Cúpula do G20, que prevê a compra de gás natural do campo de Vaca Muerta. O acordo estabelece o início do fornecimento de 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia ao Brasil a partir deste ano.
Sob a presidência de Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), a Argentina se opôs a vários temas discutidos durante o G20. No entanto, acabou assinando a declaração final, aderindo à Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, uma das principais iniciativas de Lula no evento.
Embora o acordo com a Argentina assegure um aumento no abastecimento de gás natural para o Brasil, ele não está isento de controvérsias. A técnica de fraturamento hidráulico, utilizada pela Argentina para extrair o gás de Vaca Muerta, é criticada por ambientalistas devido ao risco de contaminação do solo, sendo proibida no Brasil.
Antes da assinatura do acordo, Lula e Milei se encontraram de forma fria e distante em 18 de novembro.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a Argentina é o maior parceiro comercial do Brasil na América Latina, com uma corrente comercial de US$ 24,8 bilhões em 2024. No ranking global, ocupa a terceira posição, atrás apenas da China, com US$ 147,8 bilhões, e dos Estados Unidos, com US$ 73,9 bilhões.
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