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O Senado aprovou nesta quarta-feira (17) a medida provisória que reajusta o soldo — salário-base — dos militares das Forças Armadas. O texto, que já havia sido encaminhado pelo Executivo, prevê aumento linear de 9% para todos os militares da ativa, da reserva e também pensionistas. A proposta segue agora para sanção presidencial.
O reajuste será concedido em duas etapas: a primeira, de 4,5%, já está em vigor desde abril deste ano; a segunda parcela, de mesmo percentual, será aplicada a partir de 1º de janeiro de 2026.
Com a medida, a remuneração dos postos mais baixos — como Recruta, Soldado, Marinheiro-Recruta e Corneteiro de Terceira Classe — passou de R$ 1.078 para R$ 1.127 em abril e chegará a R$ 1.177 no início do próximo ano. Já no topo da hierarquia militar, cargos como Almirante de Esquadra, General de Exército e Tenente-Brigadeiro do Ar tiveram seus soldos reajustados de R$ 13.471 para R$ 14.077, com previsão de alcançar R$ 14.711 em janeiro.
Segundo o governo federal, a medida terá impacto de R$ 3 bilhões no orçamento público. O acordo para o reajuste foi costurado no ano passado entre o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A última vez que os militares receberam aumento foi em 2023. Durante a reforma da previdência das Forças Armadas, o então presidente Jair Bolsonaro concedeu reajustes parcelados a partir de 2020, como parte da reestruturação das carreiras, com ampliação de gratificações — o que, segundo técnicos do governo, resultou em aumentos que chegaram a 150%.