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A nota publicada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro provocou reações negativas dentro do próprio partido. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) criticou duramente a declaração de Valdemar, chamando-a de “imbecil”.
“Que nota mais imbecil é essa? Pelo amor de Deus”, escreveu Gayer em resposta ao comunicado publicado pelo perfil oficial do partido. A mensagem de Valdemar, curta e vaga, dizia apenas: “Estou inconformado!!!!! O que mais posso dizer?”.
A declaração de Gayer expôs um racha no PL sobre como lidar com a escalada judicial contra Bolsonaro. Nesta segunda-feira (4), o ex-presidente foi alvo de mandado de busca e apreensão, teve o celular confiscado e passou a cumprir prisão domiciliar, conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Moraes, Bolsonaro produziu conteúdos para as redes sociais de seus filhos e de aliados, com o objetivo de “incentivar e instigar ataques ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL” e de prestar “apoio ostensivo” a uma possível intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro. O ministro ressaltou que o descumprimento das medidas cautelares poderá resultar na decretação imediata da prisão preventiva.
Desde o dia 18 de julho, Bolsonaro já estava obrigado a usar tornozeleira eletrônica, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal autorizada pelo STF. A investigação apura possíveis crimes de coação no curso do processo, obstrução da Justiça e ataque à soberania nacional.
A decisão do Supremo também repercutiu internacionalmente. O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental, órgão ligado ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, criticou duramente a medida. Em postagem nas redes sociais, classificou Moraes como um “violador de direitos humanos” e alertou para os riscos à democracia brasileira.
A crítica dos EUA ocorre em um momento de alta tensão diplomática entre os dois países. Dias antes da decisão, o presidente Donald Trump havia solicitado oficialmente ao governo brasileiro a suspensão do julgamento de Bolsonaro. Diante da recusa, Trump cumpriu a ameaça de aplicar tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, agravando o clima entre os governos.