Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
Em um movimento que intensifica a crise política no Congresso Nacional, a Federação União Progressista — formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP) — anunciou nesta quarta-feira (6) que orientou seus parlamentares a não registrarem presença em plenário, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. A decisão acompanha a estratégia de obstrução liderada pela oposição, em resposta à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A nota divulgada pela federação, assinada pelos presidentes Antônio de Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP), afirma que o movimento é legítimo e reforça a defesa do diálogo como caminho para restaurar a normalidade dos trabalhos legislativos. “O Brasil precisa virar essa página e voltar a focar em pautas que resolvam os problemas econômicos, sociais e de insegurança do nosso País”, diz o comunicado.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), declarou que o objetivo é medir a força da oposição: “A ideia é saber se somos 130 deputados e 20 senadores. Vamos organizar as coisas para saber o tamanho que a gente vai formar.” A articulação inclui tratativas com os presidentes do Republicanos, Marcos Pereira, e do PSD, Gilberto Kassab.
A pressão se concentra sobre os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que pautem temas sensíveis como:
- A PEC do fim do foro privilegiado
- O pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes
- O projeto de lei da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro
Com a obstrução, os trabalhos legislativos estão praticamente paralisados. As Mesas Diretoras foram ocupadas por congressistas da oposição, impedindo votações em plenário. Nas comissões, a ausência de quórum também bloqueia o andamento de projetos.
A base governista, por sua vez, tenta avançar com a proposta que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5.000 — uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para que a medida entre em vigor em 2025, o texto precisa ser aprovado até o fim de setembro.
A União Progressista, que ocupa quatro ministérios no governo Lula, agora se posiciona em confronto direto com o Palácio do Planalto, ampliando a tensão entre Executivo e Legislativo. O impasse pode comprometer votações essenciais e aprofundar a polarização política no país.
Eis a íntegra da nossa do UPB:
NOTA – UPB
Diante do legítimo movimento de obstrução feito pela oposição, a Federação União Progressista orientou a bancada a não registrar presença em Plenário no dia de hoje nas duas casas. Continuamos defendendo o diálogo como único caminho possível para encontrarmos soluções que devolvam a normalidade dos trabalhos no Congresso Nacional. O Brasil precisa virar essa página e voltar a focar em pautas que resolvam os problemas econômicos, sociais e de insegurança do nosso País.
Antonio Rueda Presidente Nacional do União Brasil
Ciro Nogueira Presidente Nacional do Progressistas