Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou neste sábado (16), em São Paulo, sua pré-candidatura à Presidência da República nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante o 9º Encontro Nacional do partido Novo, realizado no Amcham Business Center, na Chácara Santo Antônio, Zona Sul da capital, em formato de palestras estilo TED Talk.
Zema afirmou que o “lulismo”, os “parasitas do Estado” e as facções criminosas são os “3 maiores inimigos” do Brasil. “Essas próximas eleições vão decidir o nosso futuro e nós vamos ter de acertar as contas com os três maiores inimigos desse país: o lulismo, os parasitas do Estado e as facções criminosas”, declarou.
“Vamos chegar à Brasília para varrer o PT do mapa. Vamos chegar à Brasília para acabar com os abusos e perseguições do Alexandre de Moraes”, acrescentou, prometendo “libertar o Brasil” caso seja eleito em 2026. O governador destacou que 23 milhões de brasileiros vivem sob o controle de facções criminosas e criticou o impacto dessas organizações sobre o preço de serviços básicos. “São pessoas que pagam mais caro pela água, pela internet, pela energia e pelo gás. E as facções ameaçam transformar o Brasil num narco-estado”, disse, defendendo a mobilização de todas as forças de segurança contra essas organizações.
Zema também criticou o que chamou de “casta de privilegiados” no setor público, citando especificamente o Poder Judiciário. “Só o Judiciário, mais de 10 bilhões em salários acima do teto. Aposentadorias especiais, pensões idem e isso segue em vigor no setor público”, declarou.
“O Brasil precisa de um governo com nível de profissionalismo de empresas que criam soluções para melhorar a vida das pessoas. O que falta é o governo parar de atrapalhar e fazer regulamentações confusas”, completou.
O governador atribuiu sua entrada na política à crise econômica durante o governo de Dilma Rousseff (PT). “Tive de reduzir o quadro da empresa em mais de 2.500 funcionários. Foi um momento terrível para o Brasil e aquilo me fez ficar inconformado e indignado”, afirmou.
Zema também destacou sua gestão em Minas Gerais, citando investimentos na merenda escolar e na educação, além de melhorias na segurança pública. “Se foi possível fazer em Minas, é possível fazer no Brasil. Minas é muito mais do que um Estado. Em Minas todos os Brasis se encontram. O Brasil que planta, o Brasil que fabrica, o Brasil que inova e o Brasil que tem fé”, disse.
O evento contou com a participação de lideranças do Novo e teve um tom de forte oposição ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo Ribeiro, presidente nacional do partido, alertou para um êxodo populacional caso o PT não seja derrotado. “Quase todo mundo. São 5 milhões de brasileiros morando fora do Brasil. Esse número vai duplicar, triplicar. É uma verdadeira diáspora”, afirmou, comparando a situação com a Venezuela.
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), que apresentou Zema junto com o ex-procurador Deltan Dallagnol, criticou o STF e defendeu o impeachment de ministros. “O que nós vemos, os vazamentos de conversas entre assessores e juízes auxiliares de Alexandre de Moraes, é a mais pura perseguição política”, declarou. Van Hattem ainda criticou prisões relacionadas ao 8 de Janeiro: “Pegaram pessoas que em 2018 fizeram postagens chamando Lula do que é ladrão e mantiveram na cadeia. Isso é um absurdo e isso não pode ficar impune”, prometendo que “nós faremos o impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal”.