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O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira (26) que os Estados Unidos “não enganam” o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada em entrevista ao UOL, ao ser questionado sobre uma possível “emboscada” por parte do governo de Donald Trump.
O encontro entre Lula e Trump ocorreu pela primeira vez na terça-feira (23), nos bastidores da 80ª Assembleia Geral da ONU, e já houve o acordo para uma reunião oficial na semana seguinte. Sobre o formato do encontro, Amorim disse que “tudo é possível combinar”:
“Pode haver um 1° passo por telefone para preparar, pode ser num lugar onde os 2 estejam presentes, no meio do caminho para outra viagem. É muito cedo ainda. O importante é a disposição de conversar e ela existe. O presidente Lula ficou contente com as palavras ditas por Trump”.
Durante a passagem na ONU, Trump descreveu Lula como “um cara muito legal” (“very nice guy”), relatou Amorim:
“Eu estava subindo aqui e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu e nós nos abraçamos. Ele pareceu um bom homem. Ele gostou de mim, eu gostei dele. E eu só faço negócios com gente que eu gosto. Por cerca de 39 segundos tivemos uma química excelente, e isso é um ótimo sinal”.
Amorim ainda disse que até então havia apenas uma relação indireta, por cartas, entre os presidentes, e que era marcada por tensões. Ele ponderou que não há garantias de que o encontro vá resolver questões comerciais, como a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, ou a tensão provocada pelo julgamento no STF do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Tenho a impressão de que Trump não teria feito o gesto de abertura se ele estivesse ainda disposto a tomar alguma atitude mais rígida. Já achei que, depois do julgamento de Bolsonaro, sua reação foi mais suave que de alguns outros funcionários”, declarou Amorim.