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No primeiro dia de trabalhos após o recesso parlamentar, integrantes da base governista e da oposição chegaram a um acordo na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para adiar a votação de pedidos de convocação e quebra de sigilos de aliados tanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), a retirada de pauta dos requerimentos visa uma adequação no “marco temporal” das informações solicitadas, mantendo o foco nos empréstimos consignados. “A intenção é que os requerimentos sobre o Master retornem à pauta em 26 de fevereiro, data em que Daniel Vorcaro, dono do banco, é esperado para depor”, afirmou Randolfe.
Inicialmente, Vorcaro seria ouvido nesta quinta-feira (5), mas a defesa do banqueiro solicitou o adiamento da oitiva. Entre os pedidos que deixaram de ser votados estão a quebra de sigilo do filho do ex-ministro Ricardo Lewandowski, ex-integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-ministro da Justiça, e solicitações envolvendo Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha, filho do presidente. Também foram barrados requerimentos relacionados a Onyx Lorenzoni, ex-ministro da Previdência no governo Bolsonaro.
Parlamentares ainda impediram a análise de pedidos sobre o Banco Master, incluindo a quebra de sigilo bancário da instituição e um requerimento ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para obtenção de relatórios que embasariam a quebra de sigilo fiscal do banco.
O início dos trabalhos da CPMI foi marcado por trocas de acusações entre base e oposição, com tentativas de atribuir responsabilidades a aliados de ambos os campos políticos. Entre os nomes citados nas discussões estão Lulinha e o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente.
A CPMI deve retomar a análise dos requerimentos e ouvir Daniel Vorcaro em 26 de fevereiro.