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O ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) foi citado na delação premiada dos ex-dirigentes do INSS André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles nesta sexta-feira (27).
Segundo o veículo, um dos anexos da colaboração aborda a atuação de Lupi, então ministro no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no esquema de descontos ilegais aplicados a benefícios de aposentados e pensionistas.
Lupi assumiu o comando do Ministério da Previdência em janeiro de 2023 e foi demitido em maio de 2025, nove dias após a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto, que levou à prisão integrantes da cúpula do INSS. À época, o ministro foi criticado por atuar na defesa de investigados, o que gerou desgaste político para o governo.
Durante sua gestão, Lupi defendeu publicamente o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, apontado pelas investigações como beneficiário de pagamentos mensais de R$ 250 mil oriundos do esquema. De acordo com a PF, os repasses teriam ocorrido entre junho de 2023 e setembro de 2024. “A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade”, declarou Lupi na ocasião. Posteriormente, coube ao próprio presidente Lula exonerar o dirigente.
O ex-ministro também apadrinhou a indicação de Adroaldo Portal para a pasta. Portal assumiu o posto de número dois do ministério após a saída de Lupi e permaneceu até dezembro, quando foi alvo da Polícia Federal na Operação Sem Desconto e teve prisão domiciliar decretada.
As investigações apontam ainda que Lupi foi alertado diversas vezes sobre o crescimento expressivo dos descontos nos benefícios, mas teria demorado cerca de um ano para adotar providências. Nesse período, os valores descontados ilegalmente saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões.
A delação também cita o filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele nega envolvimento no esquema, e sua defesa informou ter solicitado acesso aos autos. Em janeiro, o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha.
As apurações sobre o possível envolvimento do empresário elevaram a tensão na CPMI do INSS. Nesta quinta-feira (26), parlamentares chegaram a trocar agressões físicas após a oposição aprovar a quebra de sigilos do filho do presidente.