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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou nesta quinta-feira (12) os requerimentos para convocar Roberta Luchsinger, apontada como suposto elo entre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o empresário conhecido como Careca do INSS. A lobista nega as acusações.
Os requerimentos foram derrubados por 16 votos contrários e 12 a favor. A comissão também rejeitou pedidos para convocar a publicitária Danielle Fonteles, ex-marqueteira do PT, e Edson Claro Medeiros Júnior, ex-colaborador de Antônio Carlos Camilo Antunes.
A decisão gerou críticas da oposição, que acusou a base governista de “blindar” Roberta Luchsinger devido à sua ligação com o filho do ex-presidente Lula. Por outro lado, o deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que a tentativa de convocação era uma “cortina de fumaça” para proteger investigações envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como Fabiano Zettel, empresário central na 2ª fase da operação Compliance Zero. Casado com Natália Vorcaro, irmã do dono do Banco Master, Zettel atua tanto no mercado financeiro quanto na liderança da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.
Entre os parlamentares que votaram contra a convocação estão os senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP), Jaques Wagner (PT-BA), Eliziane Gama (PSD-MA), Humberto Costa (PT-PE), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Teresa Leitão (PT-PE), além de deputados como Meire Serafim (União Brasil-AC), Átila Lira (PP-PI), Ricardo Maia (MDB-BA), Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP), Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), Paulo Pimenta (PT-RS), Pedro Uczai (PT-SC), Ribeiro Neto (PRD-MA) e Max Lemos (PDT-RJ).
A CPMI do INSS já havia aprovado a quebra de sigilo de Roberta Luchsinger em 26 de fevereiro, mas a lobista recorreu ao STF. O ministro Flávio Dino suspendeu a decisão na quarta-feira (4), alegando que os congressistas não apresentaram “fundamentação concreta” para justificar o pedido. No entanto, o ministro André Mendonça já havia autorizado a quebra de sigilo anteriormente, e os dados da lobista e de Lulinha estão sendo analisados pela Polícia Federal.