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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Senado, nesta quarta-feira (1º), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O nome agora será analisado pelos senadores, que precisam aprovar a indicação em plenário.
A mensagem presidencial foi recebida pela Casa no período da tarde, segundo o gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, embora o documento ainda não estivesse disponível no sistema até a última atualização. A formalização ocorre mais de quatro meses após Lula anunciar a escolha, ainda em novembro, com atraso atribuído a questões burocráticas.
Nos bastidores, Lula considera Messias um nome de confiança, descrito como leal e experiente, além de não representar risco político para o governo. A escolha também reflete uma cautela do presidente após frustrações com ministros indicados anteriormente, como Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Joaquim Barbosa.
Messias ganhou notoriedade nacional em 2016, durante a Operação Lava Jato, após um episódio envolvendo a então presidente Dilma Rousseff e Lula. À época, uma gravação divulgada pelo então juiz Sérgio Moro citava o envio de um documento por “Bessias”, interpretação que gerou repercussão e marcou sua trajetória pública.
De origem humilde e ligado à Igreja Batista, Messias também atuou como interlocutor do governo com o segmento evangélico. No comando da AGU, ganhou protagonismo em crises recentes, como a dos descontos indevidos em benefícios do INSS.
Mesmo antes da formalização, o indicado intensificou articulações políticas e se reuniu com cerca de 70 senadores em busca dos 41 votos necessários para aprovação. A expectativa é que a sabatina e a votação ocorram nas próximas semanas.
A decisão de enviar oficialmente o nome ao Senado teria sido reforçada pelo próprio Messias, que avalia já ter apoio suficiente para assumir uma cadeira na mais alta Corte do país.
