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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (7) que assinará uma ordem para estender por um mês a pausa de 90 dias na aplicação de tarifas, após informar os governos do Japão e da Coreia do Sul sobre a imposição de taxas de 25% sobre suas importações para os EUA. Segundo comunicado oficial da Casa Branca, este é o primeiro passo de uma série de notificações que a administração Trump planeja enviar nos próximos dias e semanas.
A porta-voz presidencial, Karoline Leavitt, informou que o presidente emitirá uma ordem executiva para adiar o prazo final do mecanismo conhecido como tarifas do “Dia da Libertação”. Com essa medida, o fim da suspensão de tarifas foi fixado para 1º de agosto, data em que as novas taxas começarão a ser aplicadas às importações de países que não assinarem acordos comerciais com os Estados Unidos.
De acordo com a Casa Branca, a notificação a Tóquio e Seul marca o início de uma nova fase na política comercial americana, aguardando futuras negociações bilaterais antes do fim definitivo da moratória tarifária.
Cartas a Líderes e Condições Para Novas Tarifas
O presidente Donald Trump publicou nesta segunda-feira (7) duas cartas praticamente idênticas em sua plataforma Truth Social, endereçadas ao primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, e ao presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. Em ambos os documentos, o presidente americano notificou oficialmente o início de uma tarifa de 25% sobre todas as importações provenientes desses países a partir de 1º de agosto.
As cartas detalham que os novos impostos se somarão a quaisquer outras tarifas setoriais já em vigor, como a aplicada ao aço. Trump alertou que essas tarifas podem ser modificadas no futuro: caso Japão ou Coreia do Sul adotem retaliações tarifárias contra produtos americanos, a administração aumentará as taxas; por outro lado, ele indica que poderia “considerar um ajuste a esta carta” se esses países eliminarem suas próprias tarifas e barreiras comerciais a produtos americanos.
O governo americano ressaltou em ambas as missivas que a relação comercial bilateral com os dois países tem sido “longe de ser recíproca”. No caso da Coreia do Sul, a tarifa de 25% representa um restabelecimento da taxa fixada durante o anúncio das tarifas do “Dia da Libertação” em 2 de abril, que havia sido temporariamente reduzida para 10%. Para o Japão, a taxa é um ponto percentual superior à inicialmente estabelecida, que era de 24%. Segundo a Casa Branca, essas cartas constituem uma notificação unilateral de novas condições tarifárias, sem alcançar acordos formais com Tóquio ou Seul.
Histórico das Tarifas e Negociações Inconclusivas
As taxas anunciadas no “Dia da Libertação” fazem parte de uma série de medidas anunciadas pelo presidente Donald Trump em abril, quando impôs tarifas generalizadas que variavam entre 10% e 50% à maioria dos parceiros comerciais dos Estados Unidos. A decisão gerou preocupação entre economistas e causou uma notável queda nos mercados bursáteis, além de temores sobre um possível impacto negativo na economia americana.
Após o colapso do mercado de ações e os alertas sobre riscos de recessão, a administração optou por suspender temporariamente as tarifas mais elevadas, estabelecendo uma pausa de 90 dias na implementação total das novas taxas. Durante esse período, a equipe de Trump declarou sua intenção de alcançar acordos bilaterais com 90 países em 90 dias, mas até esta segunda-feira (7), apenas acordos formais com o Reino Unido, Vietnã e China haviam sido concretizados.
O envio de cartas ao Japão e à Coreia do Sul segue semanas de antecipação por parte do presidente Trump, que havia alertado que, diante da falta de acordos formais, imporia novas tarifas por meio de notificações escritas. Embora a administração tivesse anunciado inicialmente que essas cartas começariam a ser enviadas na sexta-feira anterior, elas finalmente foram publicadas nesta segunda-feira, marcando o início de uma nova fase na estratégia comercial americana.
















































