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A NASA iniciou uma ampla reestruturação e vai cortar mais de 20% de sua força de trabalho como parte do esforço do presidente Donald Trump para reduzir o tamanho do governo federal desde seu retorno à Casa Branca. A medida faz parte do programa de “renúncia adiada”, promovido por meio do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês).
Quase 4 mil funcionários solicitaram desligamento da agência espacial norte-americana em duas rodadas do programa. O prazo final para adesão terminou à meia-noite de sexta-feira (26). Segundo a NASA informou à emissora NewsNation, afiliada do The Hill, a força de trabalho será reduzida de 18 mil para aproximadamente 14 mil pessoas.
Na primeira rodada, cerca de 870 funcionários optaram pela saída voluntária. Na segunda, mais 3 mil aderiram ao programa. A redução também inclui cerca de 500 funcionários que deixaram a agência por aposentadoria ou outras formas de desligamento natural.
“A segurança continua sendo uma prioridade máxima para a nossa agência, enquanto equilibramos a necessidade de nos tornarmos uma organização mais enxuta e eficiente e trabalhamos para garantir que seguimos plenamente capazes de perseguir uma Era Dourada de exploração e inovação, incluindo missões à Lua e a Marte”, disse um porta-voz da NASA em comunicado.
O corte de pessoal ocorre em meio à proposta orçamentária da Casa Branca, divulgada em maio, que prevê uma redução de 24% no orçamento da agência espacial. O valor total passaria de US$ 24 bilhões para US$ 18 bilhões.
A decisão gerou reação interna. Mais de 360 funcionários da NASA enviaram uma carta à direção da agência neste mês pedindo que os cortes profundos fossem revistos. “Somos obrigados a nos manifestar quando a liderança prioriza o impulso político acima da segurança humana, do avanço científico e do uso eficiente dos recursos públicos”, escreveram. Eles ainda afirmam que “esses cortes são arbitrários e foram implementados em desrespeito à legislação orçamentária aprovada pelo Congresso”.
O programa de renúncia adiada foi implementado em várias agências do governo federal com o objetivo de reduzir custos, desperdícios, fraudes e abusos.
A NASA também enfrentou instabilidade interna no início do ano, quando o primeiro indicado por Trump para o comando da agência, o empresário de tecnologia Jared Isaacman, foi retirado da disputa poucos dias antes da votação de confirmação no Senado.
Logo após a retirada de Isaacman, Trump se desentendeu publicamente com Elon Musk, que atuava como conselheiro-chefe do DOGE antes de deixar o governo.
Diante da situação, o presidente nomeou o secretário de Transportes, Sean Duffy, como administrador interino da NASA. No início do mês, Trump elogiou o ex-parlamentar de Wisconsin: “Está fazendo um TRABALHO FANTÁSTICO ao cuidar dos assuntos de transporte do nosso país, incluindo a criação de sistemas de controle de tráfego aéreo de última geração, ao mesmo tempo em que reconstrói nossas estradas e pontes, tornando-as eficientes e belas novamente”.