Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira (1º) que o julgamento sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, previsto para começar nesta terça-feira (2) na Primeira Turma do Supremo, pode representar um marco para a democracia no país. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está entre os réus do núcleo principal do caso.
Em evento no Rio de Janeiro, Barroso disse que o Brasil precisa “enterrar o passado” daqueles que tentam mudar as regras após uma derrota eleitoral. “Acho que pode ser um marco para a democracia brasileira. Não posso fazer julgamentos, até porque não participo. Penso que a História do Brasil sempre foi de golpes e contra-golpes e tentativa de quebra da legalidade constitucional. Se se comprovar que houve a tentativa de golpe, acho que é muito importante julgar, porque é como encerrar o ciclo de atrasos do país”, afirmou.
O presidente do Supremo acrescentou: “Essa ideia de que quem perdeu tenta levar a bola pra casa e mudar as regras é um passado que nós precisamos enterrar”.
O julgamento, que reservará oito sessões, trata das acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que Bolsonaro e aliados teriam formado uma organização criminosa para mantê-lo no poder após sua derrota na eleição presidencial de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Barroso destacou ainda a necessidade de serenidade no processo. “O julgamento precisa ser feito com absoluta serenidade e cumprindo a Constituição e a legislação, sem interferências, venha de onde vier”, disse.
O ministro também comentou sobre a polarização política no Brasil. “A única coisa que me preocupa é o extremismo e não as visões diferentes, mas acho que em breve vamos empurrar o extremismo para a margem da história”, avaliou.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde que o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, entendeu que ele violou medidas cautelares determinadas pelo Supremo.