Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
A Marinha de Israel interceptou nesta quarta-feira (1º) a chamada Flotilha Global Sumud, que navegava em direção à Faixa de Gaza. Entre os participantes estavam a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e o ativista brasileiro Thiago Ávila. O grupo afirma que a missão humanitária transportava alimentos e medicamentos à população de Gaza.
Em vídeo publicado no Instagram, Luizianne Lins afirmou: “Meu nome é Luizianne Lins, eu venho do Brasil, se você está assistindo esse vídeo, é porque eu fui sequestrada pelas forças de ocupação israelenses e levada contra a minha vontade. Peço ao meu governo para acabar com qualquer relação econômica com Israel e a me levar para casa”. Na legenda, ela acrescentou que as forças israelenses teriam interrompido a missão de forma violenta e em violação do direito internacional: “A Missão, que se encheu de esperança nos últimos dias pela solidariedade e atenção internacional, foi hoje violentamente interrompida em mais um ato de violação do direito internacional”.
Segundo o perfil de Thiago Ávila no Instagram, “nossas embarcações estão sendo interceptadas ilegalmente. As câmeras estão fora do ar e as embarcações foram abordadas por forças israelenses”. Já a deputada acusou Israel de agir “de forma ilegal e autoritária” e afirmou que acionou autoridades brasileiras e organismos internacionais.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que a Marinha entrou em contato com a flotilha e pediu que mudasse de rumo, alertando que a embarcação se aproximava de uma zona de combate ativa e violava um bloqueio naval legítimo. Israel mantém um bloqueio naval e terrestre sobre Gaza com o objetivo de impedir o contrabando de armas para o grupo Hamas, que é classificado como organização terrorista pelo governo israelense.
Relatos da Flotilha Global Sumud indicam que nove embarcações já foram abordadas por Israel, incluindo a embarcação Flórida, que teria sido atingida por embarcações militares e sofreu ataque com canhões de água, sem registro de feridos, segundo os ativistas. O governo israelense não confirma esses relatos.
Pela lei israelense, estrangeiros que tentam furar o bloqueio podem ser deportados em até 72 horas. Em junho deste ano, a Marinha israelense interceptou a embarcação Madleen, da chamada Flotilha da Liberdade de Greta Thunberg, levando 12 ativistas, entre eles Thiago Ávila, para Israel. Quatro aceitaram a expulsão voluntária, enquanto os demais passaram por audiências judiciais antes de serem liberados.
Israel afirma que a Flotilha Global Sumud possui vínculos com o Hamas e atua “em coordenação com o grupo sob pretexto civil”, navegando sem autorização e violando o direito internacional. Documentos apresentados pelo governo israelense apontam uma carta de 2021 de Ismail Haniyeh, então líder do Hamas, enviada à Conferência Popular para Palestinos no Exterior (PCPA), organização descrita por Israel como ligada ao grupo.