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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA Polícia Federal (PF) revelou detalhes alarmantes sobre a atuação do grupo criminoso liderado pelo empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo as investigações da terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (4), a organização denominada “A Turma” conseguiu acessar indevidamente sistemas restritos da própria PF, do Ministério Público Federal (MPF) e de organismos internacionais de elite, como o FBI e a Interpol.
As invasões, autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça, apontam para um esquema de espionagem e obstrução de justiça sem precedentes, envolvendo o uso de credenciais funcionais de terceiros para extrair dados sigilosos.
Infiltração e Espionagem Internacional
De acordo com o inquérito, o núcleo operacional do grupo utilizava a experiência de ex-agentes para romper barreiras de segurança institucional. Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, é apontado como o coordenador das consultas ilegais. Ele utilizava senhas de servidores públicos para monitorar autoridades, jornalistas e desafetos do banco.
O grupo contava ainda com Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, que usava seus contatos e “know-how” policial para realizar vigilância clandestina e obter informações que deveriam estar sob sigilo absoluto.
A Hierarquia da “Turma”
A decisão do STF descreve uma organização rigidamente estruturada em núcleos com funções específicas:
| Núcleo | Integrante | Função Principal |
| Comando | Daniel Vorcaro | Líder da organização; definia estratégias financeiras e autorizava intimidações. |
| Financeiro | Fabiano Zettel | Cunhado de Vorcaro; operacionalizava pagamentos e contratos simulados. |
| Operacional | Luiz Phillipi Mourão | O “Sicário”; coordenava a milícia privada, extraía dados e executava ameaças. |
| Inteligência | Marilson Roseno | Ex-PF; realizava vigilância clandestina e acessava sistemas sigilosos. |
Risco à Ordem Pública e Censura Digital
A investigação aponta que os dados obtidos ilegalmente serviam para fundamentar estratégias de coerção. O grupo monitorava perfis em plataformas digitais e agia para remover conteúdos considerados prejudiciais aos interesses de Vorcaro.
Ao decretar as prisões preventivas, o ministro André Mendonça destacou que a medida é necessária devido aos “danos bilionários ao sistema financeiro” e ao “concreto risco de interferência nas investigações”, uma vez que o grupo demonstrou capacidade de infiltrar-se nos próprios órgãos que o investigam.
O Outro Lado
Em nota, os advogados de Daniel Vorcaro afirmaram que o empresário “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça” e que provará a regularidade de sua conduta. A defesa de Fabiano Zettel declarou que ele se apresentou voluntariamente e permanece à disposição das autoridades. As defesas de Mourão e Silva não foram localizadas para comentar o acesso aos sistemas do FBI e Interpol.



















































































