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🧡 Ver Ofertas na ShopeeImagens de segurança obtidas pelo Diário do Nordeste mostram a estudante entrando sozinha no elevador em direção ao 23º andar; perícia aponta lesões compatíveis com impacto contra o solo, e exames toxicológicos deram negativo
Câmeras de segurança do Condomínio La Piazza, no bairro Aldeota, em Fortaleza, registraram os últimos passos da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, antes de ela ser encontrada morta no pátio do prédio, no último domingo (13). As imagens mostram o namorado da jovem e a mãe dele deixando o condomínio de carro antes de Isabelle subir sozinha de elevador até o rooftop, no 23º andar.
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(Reprodução)
Segundo a cronologia obtida pela reportagem, o namorado de Isabelle foi até a portaria do condomínio às 18h32. Pouco depois, ele e a mãe deixaram o local em um carro. Às 19h12, Isabelle apareceu sozinha em um elevador, com o celular na mão, seguindo em direção ao rooftop. Por volta de 20h40, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ocorreu o óbito. O namorado da estudante retornou ao condomínio às 22h48.

(Reprodução)
Perícia e investigação
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) identificou no corpo da estudante lesões “compatíveis com o impacto contra o solo”, indicando uma provável queda. Exames laboratoriais iniciais para substâncias toxicológicas deram resultado negativo. Exames periciais complementares ainda são realizados. A SSPDS afirmou que somente após a conclusão dos trabalhos investigativos e periciais será possível determinar a dinâmica da morte.
A Polícia Civil do Ceará investiga as circunstâncias do caso e analisa as gravações. Até o momento, quatro pessoas foram ouvidas e outras quatro oitivas estão previstas. A polícia constatou que não havia marcas de luta corporal no apartamento do casal. Não há informação oficial sobre se o namorado é investigado como suspeito.
Contexto do relacionamento
Isabelle cursava o segundo semestre do curso de Direito e, em julho, conseguiu um estágio em um escritório de advocacia em Fortaleza. Foi durante esse estágio que conheceu o namorado, que era um dos sócios do escritório. Segundo a mãe da jovem, a professora Isorlanda Caracristi, Isabelle passou a ser estagiária direta dele.
Em relato publicado nas redes sociais, Isorlanda afirmou que o namorado tinha um comportamento controlador e que a filha recebia muitas mensagens dele. A mãe contou que, após a morte de Isabelle, tentou contato com o namorado e descobriu que havia sido bloqueada por ele nas redes sociais. Segundo Isorlanda, nem o namorado nem a sogra da filha compareceram ao velório ou ao enterro da jovem.
O escritório onde o namorado de Isabelle trabalhava informou, por meio de nota, que João Munhoz exerceu “exclusivamente atividades de natureza administrativa” e que deixou de prestar serviço à empresa. Ainda conforme o escritório, Isabelle trabalhou no local por “aproximadamente 20 dias, do final de julho ao início de agosto, quando solicitou seu desligamento por razões de ordem pessoal”.
Repercussão
O caso ganhou repercussão nas redes sociais na sexta-feira (18), depois que a mãe da vítima divulgou um vídeo cobrando explicações e justiça. “Minha filha estava viva e voltou morta para os meus braços”, declarou Isorlanda. A universitária foi velada e sepultada na terça-feira (15), no Cemitério Parque da Paz, em Fortaleza.
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