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O influenciador digital Hytalo Santos e seu companheiro, Israel Natã Vicente, conhecido como “Euro”, se tornaram réus em uma ação civil pública que investiga um suposto esquema de exploração sexual e trabalho análogo à escravidão envolvendo crianças e adolescentes. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (12) pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), após investigação conduzida por um grupo especializado de âmbito nacional.
De acordo com o MPT, o casal aliciava menores em Cajazeiras (PB) com promessas de fama, moradia e apoio financeiro na capital João Pessoa. As vítimas eram levadas para a residência dos influenciadores, onde, segundo a investigação, participavam de conteúdos digitalmente monetizados.
O órgão destacou ainda que os adolescentes eram submetidos a rígido controle da rotina, privação de sono, ausência de remuneração e restrição de comunicação — elementos que configuram condições análogas à escravidão. Entre as irregularidades, o MPT apontou o aliciamento baseado na vulnerabilidade das famílias, a exposição dos jovens em vídeos sensualizados para gerar lucro, viagens a ambientes de risco e um ciclo de dependência emocional que impedia que as vítimas reconhecessem a situação de exploração.
O Ministério Público ingressou com ação solicitando o fim imediato das práticas, além de indenização de R$ 12 milhões por dano moral coletivo. Também são requeridas reparações individuais entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões, bem como medidas de proteção psicológica, médica e social para os adolescentes.
Em decisão judicial, foi determinado o bloqueio de até R$ 20 milhões em bens dos réus, apreensão e possível venda de veículos de luxo, proibição de contato com as vítimas e suspensão de qualquer produção de conteúdo envolvendo os menores. Órgãos de saúde e assistência social foram acionados para acompanhar os adolescentes.