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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (13/1), três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 15 de setembro do ano passado.
Foram detidos Fernando Gonçalves dos Santos, conhecido como Azul, apontado como integrante do alto escalão da facção criminosa; Márcio Serapião Pinheiro, o Velhote; e um homem identificado como Manoelzinho. As prisões ocorreram em diferentes cidades do estado: Azul foi capturado na Baixada Santista, enquanto Velhote e Manoelzinho foram presos em Jundiaí e Caraguatatuba, respectivamente.
Segundo as investigações, o homicídio teria sido motivado por vingança relacionada à atuação de Ruy Ferraz Fontes à frente da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Em 2019, durante sua gestão como delegado-geral, Azul esteve entre os presos transferidos da Penitenciária de Presidente Venceslau para presídios federais, a pedido do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Ele cumpriu pena no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e deixou a unidade no mês passado.
Azul foi condenado a 28 anos de prisão e já teria sido citado em investigações sobre planos do PCC para assassinar autoridades públicas, entre elas o ex-ministro da Justiça Sergio Moro (União Brasil) e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya.
De acordo com a Polícia Civil, Márcio Serapião Pinheiro, o Velhote, teria atuado no crime oferecendo suporte logístico e financeiro. Ele seria o responsável por pagar Umberto Alberto Gomes, apontado como um dos atiradores. Umberto morreu posteriormente em confronto com policiais no Paraná. Já Manoelzinho teria ficado encarregado de monitorar a rotina de Ruy Ferraz no dia da execução.
O assassinato do ex-delegado-geral ocorreu por volta das 18h16 do dia 15 de setembro e, segundo o relatório policial, foi resultado de um ataque cuidadosamente planejado. Ruy Ferraz havia deixado a prefeitura minutos antes, dirigindo seu próprio veículo, quando passou a ser perseguido pelo carro dos criminosos. Na tentativa de fuga, acabou colidindo com dois ônibus.
Após a colisão, os suspeitos desceram do veículo e efetuaram diversos disparos de forma coordenada. Conforme a polícia, os autores utilizavam “armamento de guerra com elevado poder destrutivo”, o que eliminou qualquer possibilidade de reação por parte da vítima.