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A Operação Carnaval 2026 já resultou em 33 prisões na cidade de São Paulo desde o fim de janeiro, segundo balanço divulgado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). A ação conta com monitoramento em tempo real, policiais infiltrados entre os foliões e uso intensivo de tecnologia para coibir crimes durante os blocos.
A coordenação ocorre por meio da Sala de Gerenciamento de Incidentes (SGI), instalada no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que funciona 24 horas por dia. O sistema reúne imagens de drones, reconhecimento facial, leitura automática de placas e mais de 100 mil câmeras integradas ao Programa Muralha Paulista, permitindo resposta rápida às ocorrências.
De acordo com o secretário executivo da pasta, coronel Henguel Ricardo Pereira, o planejamento mobiliza diariamente cerca de 13 mil policiais, entre civis e militares, em todo o estado — mais de 5 mil apenas na capital.
Prisões no Ibirapuera e na região central
No sábado (14), quatro pessoas foram presas por furto de celulares no Parque Ibirapuera após ação coordenada pela SGI, que identificou a prática criminosa por meio das câmeras e acionou as equipes em campo. Ainda na região, cinco adolescentes foram apreendidos pelo mesmo tipo de crime durante patrulhamento preventivo.
Na área central, policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), infiltrados e fantasiados como personagens do desenho Scooby-Doo, prenderam três suspeitos de furtar celulares durante um bloco na República. O trio foi encaminhado ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, e oito aparelhos foram recuperados.
Em outra ação, no dia 8 de fevereiro, agentes fantasiados como “caça-fantasmas” prenderam três pessoas suspeitas de furtar celulares na Rua da Consolação. Já no dia 7, policiais disfarçados de extraterrestres detiveram três suspeitos de vender bebidas adulteradas em um megabloco na região do Parque Ibirapuera.
Somente nos dias 7 e 8 de fevereiro, 11 pessoas foram presas por crimes como estelionato, venda de bebida adulterada e furtos. No fim de semana anterior, uma operação na Barra Funda levou à prisão de 12 integrantes de uma quadrilha especializada em crimes patrimoniais durante os desfiles.
Reconhecimento facial e captura de foragidos
A tecnologia também permitiu a prisão de pessoas procuradas pela Justiça. Na sexta-feira (13), um homem foi identificado por reconhecimento facial ao tentar entrar no Sambódromo do Anhembi. No sábado, outro foragido foi localizado na zona oeste após alerta do sistema Muralha Paulista. Na Praça da República, policiais do 7º Baep capturaram mais um procurado identificado pelo monitoramento integrado.
Segundo a SSP, parte dos celulares furtados foi recuperada, mas o número total de aparelhos apreendidos não foi divulgado.
A Operação Carnaval segue intensificada nos próximos dias, com foco na prevenção de crimes patrimoniais e na segurança dos foliões que participam dos blocos em São Paulo.