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🧡 Ver Ofertas na ShopeeGilbson César Soares Cutrim Júnior, condenado pelo assassinato do empresário João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho em agosto de 2022, entregou à Polícia Federal (PF) um conjunto de documentos que, segundo ele, comprovariam a participação do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), e de seus familiares em crimes de corrupção. A informação foi relatada pelo g1.
Gilbson, que cumpre pena de 13 anos de prisão pelo homicídio, repassou aos investigadores uma lista de processos manuscrita, a etiqueta de um maço de dinheiro vivo, a foto de um veículo e registros de contatos telefônicos.
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As supostas provas
De acordo com a defesa do réu, o governador e seus familiares teriam combinado com ele a “cobrança de processos referentes a recebíveis de gestões passadas e o transporte de valores para o escritório da família” Brandão. O esquema funcionava mediante a busca por empresas com créditos a receber de governos anteriores para negociar a liberação do pagamento na gestão atual, mediante o repasse de propina.
Entre os itens entregues à PF estão:
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Lista de processos manuscrita: relação de processos com valores acima de R$ 5 milhões que deveriam ser cobrados.
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Etiqueta de dinheiro: identificação de um maço de cédulas do Banco do Brasil enviada aos investigadores para rastrear a agência bancária e o responsável pelo saque.
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Foto de um carro: imagem do veículo supostamente utilizado no transporte de pagamentos mensais em dinheiro vivo.
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Prints e recibos: registros telefônicos e documentos de pagamento que, segundo a defesa, conectam o homicídio ao esquema de propinas.
Alegação de “compra de silêncio”
Antes de implicar os políticos, Gilbson e sua família recebiam mesadas em dinheiro vivo para manter o silêncio, segundo a defesa:
“Foi oferecida a importância mensal de R$ 30 mil para comprar o seu silêncio. Acontece, entretanto, que do valor acordado, somente R$ 15 mil passaram a ser recebidos pela família do preso. Tais pagamentos eram feitos por intermédio do motorista do senhor Marcus Brandão [irmão do governador], o nacional Erick, que entregava o valor em mãos ao pai do senhor Gilbson Júnior”, afirmou a defesa à PF.
O crime e a investigação
Gilbson Júnior assassinou João Bosco Pereira Oliveira Sobrinho a tiros em agosto de 2022, no centro comercial Tech Office, em São Luís. A Polícia Civil do Maranhão concluiu inicialmente que o homicídio decorria de uma briga pessoal, e Gilbson foi condenado sozinho em 2024.
Ao assumir o caso, a Polícia Federal indicou que o crime estaria relacionado ao desentendimento na divisão de propinas oriundas de contratos públicos. A apuração aponta que Daniel Brandão, sobrinho do governador e presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), é suspeito de envolvimento e estava presente na reunião que culminou no assassinato.
O que dizem os citados
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Daniel Brandão: Afastado do TCE-MA por 180 dias por determinação do ministro Flávio Dino (STF) na segunda-feira (17), afirmou em nota que vai comprovar sua “absoluta inocência” e que está “à disposição das autoridades e do Poder Judiciário para prestar quaisquer esclarecimentos”.
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Carlos Brandão: O governador negou veementemente as acusações:
“Recebo com indignação a acusação de que eu seria chefe de uma organização criminosa, e de que recebi valores de um criminoso dentro do Palácio. Isso é inadmissível! É revoltante ver que o depoimento de um réu confesso, que cumpre pena por um assassinato em local público e que mudou a versão sobre o caso, está pautando a discussão, sem qualquer questionamento sobre sua credibilidade ou veracidade. Não há sequer uma prova de todas essas inverdades”, declarou.
O governador acrescentou que sua defesa continua sem acesso integral aos autos, criticou vazamentos seletivos e destacou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra a condução do caso pelo Supremo Tribunal Federal.














































































