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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acusou, nesta segunda-feira (19), a equipe do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de divulgar informações falsas sobre suas propostas para o Bolsa Família. A controvérsia teve início após declarações da economista Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha de Flávio, sobre um período de adaptação para os beneficiários em um eventual governo da oposição.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador do PL negou qualquer intenção de acabar com o programa e rebateu o que classificou como uma estratégia de desinformação da campanha adversária no segundo turno, marcado para o próximo domingo (25).
“Ele está dizendo por aí que eu acabaria com o Bolsa Família em até dois anos. É óbvio que isso não vai acontecer, é óbvio que isso é mentira. Estão querendo enganar as pessoas, estão usando essa estratégia de botar medo em você”, declarou o senador.
As declarações sobre eventuais mudanças no Bolsa Família começaram após uma entrevista concedida por Daniella Marques à rádio CBN Bahia, nesta segunda-feira. Na ocasião, a economista afirmou que um eventual governo do PL implementaria um período de dois anos de transição para que o beneficiário consiga um emprego de carteira assinada ou abra um empreendimento próprio.
“Quem está no Bolsa Família vai ter uma regra de transição de dois anos para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada com uma regra de transição por dois anos, e um retorno automático caso dê errado”, explicou Daniella, defendendo que o programa é “uma proteção, mas o início de uma jornada”.
No vídeo publicado para rebater os ataques, Flávio prometeu que, em sua gestão, a retomada do benefício será automática caso a pessoa perca o emprego formal ou não consiga manter o próprio negócio. Ele também aproveitou para criticar a situação econômica, o endividamento das famílias e a segurança pública do país, convocando apoiadores a compartilharem o vídeo para combater a desinformação na reta final do pleito.
Critica à burocracia vs. Regras já vigentes no governo atual
Durante a gravação, Flávio criticou as regras atuais para a volta ao programa. “Se você deixa de receber o Bolsa Família, depois você entra em uma fila gigantesca e passa meses até conseguir voltar a receber”, afirmou.
No entanto, a alegação contraria as diretrizes oficiais da Regra de Proteção do Bolsa Família, gerida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Atualmente, o Bolsa Família estabelece um teto de renda inicial de R$ 218 por pessoa (per capita). Contudo, quando o beneficiário arruma um emprego e a renda familiar aumenta — desde que não ultrapasse meio salário mínimo por pessoa —, a família não é desligada de imediato. Pela Regra de Proteção, ela continua recebendo 50% do valor do benefício por até dois anos (24 meses). Além disso, em caso de perda do emprego após esse período, a família conta com o Retorno Garantido, tendo prioridade para voltar a receber o valor integral sem enfrentar a fila regular de espera.
Segundo o ministério, o objetivo da norma é “evitar o cancelamento imediato do benefício, reconhecendo que a superação da pobreza não acontece de forma automática com a conquista de um emprego, sendo um processo gradual que exige adaptação e estabilização”.
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