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🧡 Ver Ofertas na ShopeeA população de Manaus voltou a enfrentar um cenário crítico de poluição atmosférica neste domingo (18). Uma densa nuvem de fumaça, oriunda de queimadas no Amazonas e em estados vizinhos, cobriu a capital, elevando o índice de qualidade do ar ao nível “muito ruim”.
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Segundo dados da Defesa Civil municipal extraídos da plataforma PurpleAir — que monitora a cidade por meio de 14 sensores —, a concentração do material particulado fino (MP2,5) atingiu o pico de 94,4 microgramas por metro cúbico ($\mu g/m^3$) na manhã de domingo. Durante o fim de semana, a cidade chegou a oscilar entre o nível “péssimo” (o mais grave da escala de cinco patamares) e o nível “ruim”.
Diante dos riscos à saúde respiratória, autoridades locais emitiram alertas para que os moradores utilizem máscaras de proteção facial, reforcem a ingestão de água e evitem a prática de atividades físicas ao ar livre.
Nos primeiros 16 dias de outubro, o estado do Amazonas acumulou mais de 1.800 focos de calor. Para conter a crise, o governo estadual decretou a proibição total do uso de fogo para qualquer finalidade, inclusive para a prática tradicional de limpeza e manejo de terrenos agrícolas.
No entanto, o problema ultrapassa as fronteiras amazonenses. Monitoramentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que, nas últimas 48 horas, o vizinho estado do Pará contabilizou 922 focos de incêndio — um volume dez vezes maior que os 90 registros computados no Amazonas no mesmo período. A região no entorno de Santarém (PA) é apontada como um dos pontos mais críticos de dispersão da fumaça para a Região Metropolitana de Manaus.
Incêndios fora de controle há duas semanas em Itacoatiara
Na zona rural de Itacoatiara, município situado na Região Metropolitana de Manaus, o combate ao fogo arrasta-se há mais de 14 dias. A logística é o principal obstáculo para as equipes de resgate, que chegam a enfrentar horas de viagem terrestre combinadas com deslocamentos em embarcações fluviais.
De acordo com o Painel do Fogo do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), a área de influência das chamas na Vila de Lindóia já ultrapassa os 800 hectares. Na comunidade Nova Jerusalém, localizada no ramal Santa Luzia do Copaíba (AM-010), o fogo avança sem trégua e ameaça residências.
A resistência no local contou inicialmente com o improviso de voluntários e lideranças comunitárias. “Começamos com 13 pessoas, dependendo de doações de combustível e comida da população”, relatou o vereador Moisés Formigueiro.
Mobilização da Força-Tarefa e apoio interestadual
Para conter a destruição na AM-010 e nas comunidades rurais, uma força-tarefa interinstitucional foi desploada no terreno. O contingente reúne militares do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), agentes da Defesa Civil, técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Itacoatiara e um reforço especializado vindo de São Paulo.
O envio paulista conta com 30 profissionais (25 bombeiros e cinco especialistas em Defesa Civil), além de 11 mil litros de líquido retardante de chamas — insumo aplicado por via aérea ou terrestre para interromper a propagação do fogo e permitir a abertura de aceiros.
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