🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quinta-feira (29) no Mercado Livre 🛍️ Ver Ofertas no Mercado Livre
🔥 Confira os Produtos Mais Vendidos desta Quinta-feira (29) na Shopee
🧡 Ver Ofertas na ShopeeUm médico na Flórida realizou a remoção da próstata de um paciente com câncer a partir de um hospital localizado a 56 quilômetros de distância. O feito é histórico: trata-se da primeira cirurgia robótica remota entre dois centros hospitalares dentro dos Estados Unidos, marcando um avanço significativo no desenvolvimento da telecirurgia.
O procedimento ocorreu no dia 25 de outubro. O paciente, um homem de 66 anos identificado apenas como Mark, estava internado em uma unidade da rede AdventHealth na cidade de Minneola. Já o cirurgião responsável, Vipul Patel — fundador e diretor médico do Global Robotics Institute —, conduziu a operação da sede do grupo, na região de Orlando.
Através de um console de controle remoto, o médico manipulou os instrumentos cirúrgicos sem estar presente na sala cirúrgica.
Como funciona a tecnologia usada na cirurgia
Para conduzir a remoção da próstata, o Dr. Patel utilizou o sistema Toumai, desenvolvido pela empresa MicroPort MedBot. A tecnologia transmite os comandos do médico em tempo quase real para braços robóticos posicionados na sala de operação, reduzindo drasticamente o tempo de resposta e a margem de erro.
Patel, que é o investigador principal do estudo e soma mais de 21 mil prostatectomias robóticas na carreira, contou com o apoio de uma equipe presencial em Minneola. O médico Marcio Moschovas, coinvestigador do ensaio, permaneceu ao lado do paciente durante todo o procedimento, pronto para assumir a operação presencialmente caso ocorresse qualquer falha técnica.
O hospital informou que o paciente apresentou excelente evolução médica após a intervenção.
Autorização e testes prévios com Angola
O estudo possui autorização da Food and Drug Administration (FDA), a agência sanitária dos EUA, sob uma licença especial de “isenção de dispositivo em investigação”, que permite testes em ambientes clínicos controlados. A habilitação ainda não equivale a uma aprovação para uso comercial ou rotineiro.
Antes de realizar a cirurgia nos EUA, a equipe médica realizou cerca de dez testes operando à distância entre unidades de Orlando e Luanda, capital de Angola — locais separados por mais de 11 mil quilômetros.
Benefícios e riscos da cirurgia à distância
O grande objetivo da telecirurgia é democratizar a medicina de alta complexidade, permitindo que pacientes em áreas rurais ou isoladas tenham acesso aos melhores especialistas do mundo.
“Durante gerações, o acesso a cuidados altamente especializados dependeu de onde a pessoa vive”, afirmou Patel em nota oficial. “Buscamos avaliar se a tecnologia pode eliminar essas barreiras geográficas.”
Apesar do sucesso, os especialistas alertam para os riscos únicos dessa modalidade:
-
Conectividade e ataques cibernéticos: Quedas de internet, lentidão ou invasões de rede durante a operação.
-
Complexidade médica: Riscos comuns da remoção da próstata, como sangramento e incontinência, que exigem a presença obrigatória de uma equipe local capacitada.
Os pesquisadores reforçam que a telecirurgia continuará sob rigorosa avaliação antes de ser adotada em larga escala na rotina dos hospitais.
Receba a Gazeta Brasil em primeiro lugar no Google


































































