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A taxa de analfabetismo de quem tem 15 anos ou mais caiu de 6,7%, em 2016, para 5,6%, em 2022 — o equivalente a 9,6 milhões de pessoas. O dado da Pnad foi divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (09).
O índice de quem tem 60 anos ou mais também caiu entre esses anos, de 20,5% para 16%, de acordo com o levantamento.
Porém, a quantidade de brasileiros com 25 anos ou mais sem instrução diminuiu de 7,3%, em 2016, para 6%, em 2022.
Já o número daqueles que concluíram ao menos o ensino básico obrigatório subiu de 46,2% para 53,2%, entre esses anos, na mesma tendência de 2019, quando a marca foi de 50%.
O Pnad Educação de 2023 é a primeira edição após a pandemia da Covid-19 e apresenta os resultados referentes ao segundo trimestre de 2022.
Em 2022, havia no Brasil 49 milhões de pessoas de 15 a 29 anos. Entre essas pessoas, 15,7% estavam ocupadas e estudando; 20% não estavam ocupadas nem estudando; 25,2% não estavam ocupadas, porém estudavam; e 39,1% estavam ocupadas e não estudavam.
Em 2022, pela 1ª vez, mais da metade (53,1%) da população de 25 anos ou mais tinha pelo menos o ensino básico obrigatório.
De 2019 para 2022, observou-se redução do motivo “não tinha interesse em estudar”, que passou de 28,6% para 24,7%; a questão “precisava trabalhar” ficou praticamente estável entre esses dois anos (de 40,1% para 40,2%); já “outros motivos” passaram de 9,4% para 14,5%.
Segundo o Pnad, de 9,6 milhões de pessoas de 15 anos ou mais analfabetas existentes no país, em 2022, 55,3% (5,3 milhões de pessoas) viviam na região Nordeste, e 22,2% (2,1 milhões de pessoas), na região Sudeste.
As regiões Nordeste e Norte apresentaram as taxas de analfabetismo mais elevadas: 11,7% e 6,4%, respectivamente, em 2022, entre as pessoas com 15 anos ou mais —, enquanto no centro-sul do país as taxas são bem mais baixas.