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O advogado criminalista Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco, de 51 anos, que foi encontrado morto na madrugada desta quarta-feira (1º/10) em Higienópolis, São Paulo, era uma figura de destaque na área jurídica brasileira, conhecido por sua atuação em casos de grande relevância e sua dedicação à defesa dos direitos da advocacia.
A morte de Pacheco foi lamentada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a polícia foi acionada após ele passar mal na rua com dificuldades para respirar. Embora tenha sido socorrido pelo SAMU e levado ao Pronto-Socorro da Santa Casa, ele não resistiu.
Trajetória Profissional e Atuação Política
Formado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 1996, Pacheco iniciou sua carreira em 1994, ingressando na renomada banca de advocacia do ex-Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, onde se tornou sócio em 2000. Em 2013, ele fundou seu próprio escritório, o Luiz Fernando Pacheco Advogados, especializado em direito penal.
Entre seus casos de maior visibilidade, destaca-se a defesa do então deputado José Genoino (PT-SP) no processo do Mensalão. Além disso, Pacheco foi sócio-fundador do Prerrogativas, um influente grupo de juristas com viés pró-PT.
Liderança Institucional e Legado na OAB
Com mais de 30 anos de atuação, Pacheco era amplamente reconhecido por sua firmeza na defesa das prerrogativas da advocacia e do direito de defesa. Ele ocupou diversos cargos de relevância institucional:
- Foi Conselheiro da OAB/SP em múltiplos mandatos (2019-2021 e 2022-2024).
- Assumiu a Presidência da Comissão de Direitos e Prerrogativas da seccional paulista na gestão de Patricia Vanzolini (2022).
- Integrou o Conselho Deliberativo do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD) e o Conselho Nacional Antidrogas da Presidência da República.
O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, lamentou a perda: “Pacheco sempre exerceu a advocacia com firmeza, seriedade e respeito às instituições. Era uma referência na defesa das prerrogativas e um nome importante na vida institucional da OAB. Sua ausência será muito sentida”.
O presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, também prestou homenagem: “Perdemos um amigo ímpar e um guerreiro do bem. A Ordem está em luto e o melhor que faremos é seguir honrando a luta pelo direito de defesa e das prerrogativas da advocacia, causas que ele abraçou com paixão e ética”.