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O Estreito de Ormuz registrou tráfego muito baixo nesta sexta-feira, segundo dados de monitoramento de embarcações da plataforma MarineTraffic, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo temporário na guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A região segue como um dos principais pontos de tensão do cenário internacional, já que o estreito é uma rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo comercializado no mundo. A redução no fluxo de navios aumenta a preocupação com possíveis impactos no mercado global de energia.
O frágil acordo de cessar-fogo de duas semanas vem sofrendo novas tensões. Antes mesmo do início de negociações previstas no Paquistão, os países envolvidos voltaram a trocar acusações. Os Estados Unidos afirmam que o Irã não estaria cumprindo compromissos relacionados à segurança na região, enquanto o Irã acusa Israel de violar a trégua com ataques no Líbano.
Não há, até o momento, sinais de que o Irã pretenda suspender o bloqueio quase total do Estreito de Ormuz. O governo iraniano afirma que as ações militares de Israel no Líbano, incluindo bombardeios recentes, dificultam qualquer avanço nas negociações.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em rede social que o Irã estaria “administrando muito mal” a passagem de petróleo pela região e reforçou que essa não seria a condição do acordo em discussão.
Trump também declarou acreditar que os líderes iranianos têm posições mais flexíveis em conversas privadas do que em declarações públicas, além de afirmar que o país estaria em posição de desvantagem militar. Ele ainda alertou que, caso não haja acordo, as consequências podem ser “muito dolorosas”.
Segundo fontes do governo norte-americano, Trump conversou recentemente com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pedindo moderação nas operações militares no Líbano para facilitar o andamento das negociações com Teerã.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, que lidera a delegação americana nas conversas previstas em Islamabad, também comentou a situação e sugeriu que Israel poderia reduzir parte de suas ações militares para favorecer o diálogo.
Apesar disso, Israel mantém a posição de que as operações contra o grupo Hezbollah não fazem parte do cessar-fogo com o Irã. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o país continuará realizando ataques contra o grupo no Líbano.
Enquanto isso, o impasse mantém o cenário de incerteza no Oriente Médio, com impacto direto sobre a segurança da principal rota de exportação de petróleo do mundo e sobre as negociações diplomáticas em andamento.