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Os Estados Unidos acusaram hackers patrocinados pelo governo chinês de invadirem o sistema do Departamento do Tesouro e acessarem documentos não confidenciais. A China negou as acusações. A informação foi divulgada pela Reuters na segunda-feira, 30, e relata que a invasão teria ocorrido no início de dezembro.
Os hackers teriam acessado o sistema do Departamento do Tesouro por meio de uma empresa de segurança cibernética que presta serviços ao governo dos Estados Unidos, a BeyondTrust.
O governo dos EUA divulgou as informações em uma carta, à qual a Reuters teve acesso. O documento detalha que os hackers conseguiram obter a chave usada pela BeyondTrust, fornecedor que gerencia um serviço em nuvem de suporte técnico para o Departamento do Tesouro. Com a chave roubada, os invasores foram capazes de ultrapassar as barreiras de segurança, acessar remotamente estações de trabalho e visualizar documentos não confidenciais mantidos pelos usuários. A carta do governo dos Estados Unidos atribuiu a invasão ao governo chinês.
A BeyondTrust notificou o governo americano sobre o vazamento de informações em 8 de dezembro. A CISA (Agência de Infraestrutura e Segurança Cibernética) e o FBI estão avaliando a gravidade do incidente. Em resposta, a China negou veementemente as acusações. Mao Ning, porta-voz do governo chinês, afirmou à Reuters que o país “sempre se opôs a qualquer forma de ataque hacker”. Além disso, um porta-voz da embaixada chinesa nos Estados Unidos rejeitou a autoria da invasão e afirmou que as alegações do governo americano são infundadas.
A BeyondTrust, por sua vez, informou à Reuters que detectou a invasão no início de dezembro e imediatamente tomou medidas para mitigar os danos causados a um de seus produtos remotos. A empresa notificou as autoridades e os clientes afetados e assegurou que está colaborando nas investigações.