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O Banco Central (BC) divulgou nesta terça-feira (24) a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), explicando a decisão de reduzir a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano na última reunião. O corte de 0,25 ponto percentual foi considerado adequado em um momento de “forte aumento da incerteza” devido à guerra no Oriente Médio.
Segundo o BC, a decisão reflete cautela diante do cenário internacional. “Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo”, informou a autarquia.
A ata destaca que o conflito no Oriente Médio gerou volatilidade nos preços de ativos e commodities, tornando o ambiente externo mais incerto. Além disso, a inflação, que vinha em trajetória de queda, subiu após o início do conflito, permanecendo acima da meta de 3%. As projeções do boletim Focus indicam 4,1% para 2025 e 3,8% para 2026.
O BC também avaliou que a economia interna desacelerou no último trimestre de 2025, mas indicadores preliminares apontam recuperação no início de 2026, ainda que abaixo do ritmo de 2025. O mercado de trabalho segue resiliente, mas o Copom reforçou a necessidade de políticas fiscal e monetária coordenadas.
O Comitê ressaltou que, em um ambiente de expectativas desancoradas, é necessário manter restrição monetária maior e por mais tempo do que seria apropriado em condições normais. “A magnitude e duração de ajustes futuros dependerão das novas informações sobre os impactos do conflito na inflação”, concluiu a ata.
Em resumo, a ata publicada hoje detalha que o corte da Selic já realizado buscou equilibrar estímulo à economia e cautela diante de incertezas externas, monitorando de perto os efeitos da guerra no Oriente Médio e a evolução da inflação.