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O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira (9) em queda de 2,54%, cotado a R$ 5,845, após um dia de fortes oscilações no mercado internacional. A moeda norte-americana chegou a atingir R$ 6,096 na máxima do dia, mas perdeu força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma trégua parcial na guerra comercial com outros países, o que foi bem recebido por agentes financeiros.
Trump declarou a suspensão por 90 dias da aplicação de tarifas recíprocas superiores a 10%, com exceção da China. Para o país asiático, o republicano anunciou a elevação das tarifas para 125% sobre produtos importados, como resposta às medidas retaliatórias de Pequim. O presidente afirmou que o objetivo é pressionar o governo chinês a retomar as negociações. “Em algum momento, esperançosamente em um futuro próximo, a China perceberá que os dias de exploração dos Estados Unidos e de outros países não são mais sustentáveis ou aceitáveis”, escreveu em rede social.
O alívio no mercado se refletiu no desempenho da Bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 3,12%, encerrando o dia aos 127.795,93 pontos. Nos Estados Unidos, os índices também registraram forte valorização: o Dow Jones subiu 7,87%, o S&P 500 avançou 9,35% e a Nasdaq disparou 12,16%.
Na China, o índice de Xangai subiu 1,31%, enquanto no Japão, o Nikkei 225 recuou 3,93%. Já os principais mercados europeus fecharam em queda, antes do anúncio da Casa Branca.
Apesar da máxima registrada ao longo do dia, o dólar não fecha acima de R$ 6,00 desde 21 de janeiro, quando encerrou a R$ 6,030. Analistas avaliam que o movimento de Trump pode oferecer um respiro momentâneo aos mercados, mas alertam que o cenário global segue instável, com riscos associados às tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.