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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (4) que ainda há espaço para um entendimento com os Estados Unidos antes da entrada em vigor da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, programada para começar na próxima quinta-feira (7). Segundo o ministro, uma conversa com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, pode ocorrer ainda esta semana.
“Alguma coisa ainda pode acontecer até dia 6”, disse Haddad em entrevista à rádio BandNews, referindo-se à possibilidade de negociação antes da medida entrar em vigor. O aumento tarifário foi determinado por decreto do presidente norte-americano, Donald Trump, que prevê a elevação da alíquota de 10% para 50% a partir de quarta-feira (6).
Entre os temas que o governo brasileiro pretende levar à mesa está a necessidade de despolitizar a discussão sobre comércio bilateral — que, segundo Haddad, acabou sendo associada a investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro também defendeu acordos estratégicos envolvendo minerais usados na produção de tecnologias avançadas.
“Temos minerais críticos e terras raras, e os Estados Unidos não são ricos nisso. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes. Temos muito a aprender e também a ensinar na área de tecnologia. Basta ver o objeto de desejo que se tornou o Pix, desenvolvido no Brasil, mencionado por alguns como o futuro da moeda digital no mundo”, afirmou.
De acordo com Haddad, o secretário Bessent tem uma agenda intensa e estava até a semana passada na Europa firmando acordos com a União Europeia. O ministro relatou que houve dificuldades para agendar uma conversa, mesmo que virtual, mas que os americanos manifestaram interesse em retomar o diálogo nos últimos dias.
“A Fazenda anseia por esse encontro já há algumas semanas. O anúncio da semana passada trouxe tranquilidade para uma série de setores, mas há outros que estão aflitos com a manutenção de uma tarifa exorbitante de 50%”, afirmou.
A expectativa do governo brasileiro é que a conversa com o Tesouro dos EUA ajude a evitar prejuízos para setores produtivos nacionais e abra caminho para novas parcerias comerciais em áreas estratégicas.