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A União registrou a maior arrecadação para o mês de janeiro desde o início da série histórica, em 1995. De acordo com dados divulgados pela Receita Federal nesta terça-feira (24), o governo arrecadou R$ 325,751 bilhões no primeiro mês de 2026, representando alta real de 3,56% em relação a janeiro de 2025, já descontada a inflação pelo IPCA.
A maior parte da arrecadação, R$ 313,201 bilhões, foi administrada pela própria Receita Federal, com crescimento real de 5,21%. Já as receitas de outros órgãos recuaram 25,53%, totalizando R$ 12,551 bilhões. O resultado supera o patamar de janeiro de 2025, que havia registrado R$ 314,540 bilhões, corrigidos pelo IPCA.
Entre os destaques, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital teve aumento de 32,56%, somando R$ 14,683 bilhões, enquanto o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) subiu 49,05%, totalizando R$ 8,009 bilhões, impulsionado por alterações na legislação pelo Decreto 12.499/2025.
A receita previdenciária alcançou R$ 63,459 bilhões, com crescimento real de 5,48%, e as contribuições sociais PIS, Cofins e Pasep somaram R$ 56,005 bilhões, alta de 4,35%. Em contrapartida, tributos ligados ao comércio exterior registraram queda, com redução de 14,74% na arrecadação de IPI sobre importação e imposto de importação, reflexo da baixa do dólar e da retração nas importações.
Alguns setores se destacaram com forte crescimento: atividades de exploração de jogos de azar e apostas registraram aumento de 2.642,16%, graças à regulamentação do segmento, e a extração de petróleo e gás natural cresceu 146,4% em termos reais.
No Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a arrecadação totalizou R$ 101,271 bilhões, com leve recuo real de 0,84%, influenciado pela redução na estimativa mensal, parcialmente compensada por aumentos no lucro presumido e na declaração de ajuste.
O desempenho recorde reforça a arrecadação no primeiro mês do ano, um período estratégico para o cumprimento das metas fiscais, e amplia a pressão por controle das despesas, já que o aumento de receitas tende a impactar o debate sobre o resultado primário do governo.