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A Petrobras confirmou nesta quarta-feira (1º) um reajuste expressivo no preço do querosene de aviação (QAV), com alta média de 54,6% e podendo chegar a 56,26% em algumas localidades. A medida já está em vigor e deve pressionar diretamente os custos das companhias aéreas, com nível impacto no valor das passagens.
Em termos médios, o combustível passou a custar R$ 5.495,30 por metro cúbico, o equivalente a R$ 5,495 por litro. O aumento ocorre logo após um reajuste de 9,4% registrado em março, ampliando a escalada de preços em curto período.
Em Ipojuca, por exemplo, o litro do QAV saltou de R$ 3.458 para R$ 5.403,30, uma elevação de 56,26%. Os valores variam conforme o polo de venda e o tipo de contrato, atingindo diferentes regiões do país onde a estatal comercializa o produto.
O reajuste ocorre em meio à disparada do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Desde o início da guerra, há pouco mais de um mês, o barril do tipo Brent saiu de cerca de US$ 72 para superar os US$ 100. Nesta quarta-feira, a cotação girava em torno de US$ 101,79, mesmo com leve recuo.
A tensão também afeta o transporte global de petróleo, especialmente no estratégico Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 25% da produção mundial da commodity — mais de 14 milhões de barris por dia. As dificuldades logísticas contribuem para a volatilidade dos preços.
O impacto do reajuste deve se espalhar por toda a cadeia: desde as distribuidoras até as companhias aéreas e consumidores finais. O combustível representa mais de 30% dos custos operacionais da aviação no Brasil, o que aumenta a pressão sobre empresas como a Gol Linhas Aéreas e a Azul Linhas Aéreas, que enfrentam processos de reestruturação financeira.
A expectativa de alta já havia sido antecipada pelo Grupo Abra, que atribuiu o movimento ao cenário internacional. Nos bastidores, distribuidoras foram informadas de um reajuste próximo de 55%, com possibilidade de parcelamento do aumento.
Os preços variam entre as principais bases de distribuição do país, com altas registradas em cidades como Belém, São Luís, Fortaleza, Betim, Duque de Caxias, Paulínia, Guarulhos, Araucária e Canoas.
A política da Petrobras prevê ajustes mensais no QAV, sempre no início de cada mês, com base na cotação internacional do petróleo e na taxa de câmbio. Desta vez, porém, a magnitude do aumento chama atenção e deve ter reflexos diretos no bolso dos passageiros nas próximas semanas.https://gazetabrasil.com.br/categoria/economia/