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O Relatório Mundial da Felicidade 2026, elaborado pelo Centro de Pesquisa sobre o Bem-Estar da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, confirmou que a Finlândia ocupa o topo do ranking dos países mais felizes do mundo pelo nono ano consecutivo. O estudo, que analisou dados de mais de 140 nações, destaca também a ascensão histórica da Costa Rica ao quarto lugar, além de abordar o impacto das redes sociais no bem-estar, principalmente entre jovens de países de língua inglesa e da Europa Ocidental.
O relatório de 2026 posiciona Finlândia, Islândia e Dinamarca como os três países mais felizes do planeta, consolidando novamente o domínio nórdico na lista. A América Latina ganha destaque com a Costa Rica, que alcança o quarto lugar, um avanço sem precedentes na região. O ranking é baseado em pesquisas de percepção de vida e em fatores como apoio social, expectativa de vida saudável, liberdade, generosidade e percepção da corrupção.
A avaliação é realizada anualmente com base nas respostas de aproximadamente 100 mil pessoas, que classificam sua satisfação com a vida em uma escala de 0 a 10. Os especialistas calculam a média móvel dos últimos três anos e consideram indicadores como PIB per capita, expectativa de vida saudável e existência de redes de apoio social. Nesta edição, a Finlândia atingiu 7,764 pontos, muito acima da média global. “A confiança social, instituições sólidas e o senso de comunidade influenciam decisivamente a avaliação da vida”, comentou John F. Helliwell, editor fundador do relatório.
Impacto das redes sociais no bem-estar juvenil
O estudo também ressalta o efeito das redes sociais sobre a felicidade dos jovens. Segundo Jan-Emmanuel De Neve, diretor do Centro de Pesquisa sobre o Bem-Estar de Oxford, “o uso intensivo está associado a um bem-estar significativamente menor, mas aqueles que se mantêm longe das redes sociais também podem perder alguns efeitos positivos”.
Os dados indicam que, em países de língua inglesa e na Europa Ocidental, a satisfação de vida de pessoas com menos de 25 anos diminuiu quase um ponto na última década. O relatório aponta que adolescentes que utilizam redes sociais por menos de uma hora por dia apresentam melhores níveis de bem-estar, enquanto o uso médio global diário é de 2,5 horas.
Os 10 países mais felizes do mundo em 2026
O ranking completo revela a predominância de países europeus e a presença destacada da América Latina:
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Finlândia – 7,764
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Islândia
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Dinamarca
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Costa Rica
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Suécia
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Noruega
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Países Baixos
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Israel
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Luxemburgo
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Suíça
O domínio nórdico se mantém, com a Finlândia liderando há nove anos seguidos e a Suécia consolidando-se no top 5. A Costa Rica alcança seu melhor resultado histórico, subindo do 23º lugar em 2023 para o quarto posto, marcando um marco para a América Latina. Já a Suíça retorna ao top 10 após um ano fora da lista.
Os 10 países menos felizes do mundo
Na outra ponta do ranking, estão principalmente nações afetadas por conflitos armados ou crises humanitárias severas. Segundo o relatório, os últimos colocados em 2026 são:
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Tanzânia
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Egito
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República Democrática do Congo
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Líbano
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Iêmen
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Botsuana
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Zimbábue
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Malawi
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Serra Leoa
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Afeganistão
O Afeganistão repete como o país com menor pontuação global de bem-estar, seguido por Serra Leoa e Malawi, refletindo o impacto contínuo da instabilidade política e de crises sociais profundas.
Latinoamérica, Espanha e Estados Unidos
O relatório 2026 oferece uma análise detalhada da felicidade em Latinoamérica, Espanha e Estados Unidos. O México lidera na região, ocupando o 12º lugar, enquanto a Costa Rica estabelece um novo recorde latino-americano ao chegar ao quarto posto.
O detalhamento das posições é o seguinte:
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México: 12 atual (máximo histórico: 10, mínimo: 46, média: 24)
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Uruguai: 31 atual (máximo: 26, mínimo: 50, média: 31)
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Brasil: 32 atual (máximo: 16, mínimo: 49, média: 30)
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Argentina: 44 atual (máximo: 20, mínimo: 50, média: 34)
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Chile: 50 atual (máximo: 20, mínimo: 50, média: 34)
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Bolívia: 78 atual (máximo: 50, mínimo: 78, média: 64)
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Colômbia: 68 atual (máximo: 31, mínimo: 78, média: 49)
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Paraguai: 57 atual (máximo: 53, mínimo: 73, média: 63)
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Equador: 59 atual (máximo: 44, mínimo: 76, média: 58)
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Espanha: 41 atual (máximo: 22, mínimo: 41, média: 33)
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Estados Unidos: 23 atual (máximo: 11, mínimo: 24, média: 17)
Os Estados Unidos caíram para o 23º lugar, refletindo a queda do bem-estar entre os jovens. A Espanha ocupa a 41ª posição, mantendo uma tendência descendente nos últimos anos. Países como Uruguai e Brasil permanecem entre os 35 primeiros, enquanto Argentina e Chile registram posições intermediárias no ranking global.
Metodologia e relevância do estudo
O Relatório Mundial da Felicidade é publicado anualmente pela Universidade de Oxford, em colaboração com Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. A pesquisa coleta respostas de aproximadamente 1.000 pessoas por país e utiliza uma metodologia reconhecida internacionalmente por especialistas em bem-estar.
A edição de 2026 reforça a influência de fatores sociais e tecnológicos na percepção global da felicidade, destacando a importância das redes de apoio social, confiança nas instituições e equilíbrio no uso das redes sociais, especialmente entre jovens.