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Mojtaba Khamenei, apontado como novo líder supremo do Irã, estaria inconsciente e “incapaz de participar de qualquer decisão”, segundo um relatório de inteligência obtido pelo Times of London. A situação ocorre semanas após ele ter se ferido gravemente em ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel, que mataram seu pai, Ali Khamenei, e membros da família, desencadeando uma escalada de conflitos na região.
O líder de 56 anos não foi visto publicamente desde os ataques de 28 de fevereiro, e apenas declarações escritas têm sido divulgadas como suposta prova de sua liderança. Ele estaria recebendo tratamento médico em condição “grave” na cidade sagrada de Qom, localizada cerca de 140 km ao sul de Teerã, de acordo com a avaliação da inteligência americana e israelense.
“O estado de Mojtaba Khamenei é grave, e ele não pode participar de nenhuma tomada de decisão pelo regime”, afirma o relatório.
Desde o anúncio como sucessor de seu pai no mês passado, Khamenei teria emitido ordens e declarações escritas, divulgadas pelos meios estatais. Em uma primeira declaração datada de 12 de março, ele afirmou:
“Asseguro a todos que não nos abstemos de vingar o sangue de seus mártires. A retaliação que temos em mente não se limita apenas ao martírio do grande líder da revolução [Ali Khamenei]; cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui um caso separado no arquivo da vingança.”
Em 1º de abril, uma nova declaração atribuída a ele prometeu apoio a células terroristas anti-americanas e anti-israelenses no Oriente Médio:
“Declaro firmemente que a política consistente da República Islâmica do Irã, seguindo o caminho do falecido Imam e líder martirizado, baseia-se em continuar apoiando a resistência contra o inimigo sionista-americano.”
A ausência de Mojtaba Khamenei desde o início dos ataques alimenta especulações sobre a gravidade de seu estado, enquanto o país enfrenta tensão crescente com ameaças de retaliação regional.