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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, acusações sem provas de que o árbitro brasileiro Raphael Claus estaria envolvido em manipulação de resultados, segundo reportagem do jornal The New York Times publicada nesta segunda-feira (6).
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As alegações foram feitas na tentativa de pressionar a entidade a rever a suspensão automática de um jogo imposta ao atacante americano Folarin Balogun, expulso na vitória dos EUA sobre a Bósnia e Herzegovina, no dia 1º de julho. O cartão vermelho foi aplicado por Raphael Claus após revisão do VAR — inicialmente, o brasileiro não havia marcado falta.
A atuação do governo Trump
De acordo com a reportagem, integrantes do governo Trump começaram a atuar imediatamente após a expulsão. O secretário de Comércio, Howard Lutnick, e Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, mobilizaram advogados para auxiliar a Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) a recorrer da suspensão — mesmo que as regras da Fifa não prevejam esse tipo de recurso.
Um memorando elaborado por advogados ligados a Trump orientou a US Soccer sobre possíveis brechas jurídicas, sugerindo que a federação invocasse os direitos dos EUA como país-sede e até ameaçasse recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte.
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A decisão da Fifa
No domingo (5), a Fifa anunciou que Balogun estaria apto para enfrentar a Bélgica, suspendendo a punição automática e convertendo-a em um período probatório de um ano, com base no artigo 27 do Código Disciplinar da entidade. A decisão é incomum e marca a primeira vez, desde 1962, que um jogador expulso do torneio é autorizado a disputar a partida seguinte.
A Fifa, no entanto, não explicou por que o atacante deixou de cumprir a suspensão automática normalmente aplicada em casos de expulsão. A Casa Branca confirmou que Trump conversou com Infantino sobre o caso e afirmou que o governo americano forneceu informações para uma “revisão independente” do lance.
Reações e precedente
A federação belga reagiu com críticas, afirmando ter ficado surpresa com a decisão e dizendo que a Fifa contrariou seus próprios regulamentos. A entidade informou que avalia todas as medidas cabíveis diante da mudança de entendimento.
Dirigentes do futebol internacional demonstraram preocupação com o precedente aberto pela decisão. A avaliação é que outras seleções poderão reivindicar tratamento semelhante em futuras expulsões, aumentando a pressão sobre a Fifa em casos disciplinares durante a competição.
Após a decisão, Trump comemorou o desfecho nas redes sociais, agradecendo à Fifa por, segundo ele, “fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, sem mencionar que havia pedido pessoalmente a revisão da punição.
A reportagem também destaca que o episódio reforça questionamentos sobre a relação entre Infantino e Trump. Nos últimos anos, o mandatário da Fifa intensificou sua aproximação com o presidente americano e chegou a conceder a ele um prêmio da paz — gesto que motivou críticas e denúncias de suposta violação das regras de neutralidade política da entidade.




















































