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O primeiro-ministro huti Ahmed al Rahawi morreu em um ataque aéreo atribuído a Israel em Saná, capital do Iêmen, provocando reações intensas do grupo extremista, que prometeu retaliação e advertiu sobre “dias escuros” para Israel.
O Conselho Político Supremo huti, liderado por Mahdi al Mashat, responsabilizou o governo israelense pela morte de al Rahawi e de outros ministros, embora o número exato de vítimas ainda não tenha sido divulgado. “Sua vingança não dorme. Os atos de Israel terão como resposta dias escuros”, afirmou al Mashat em discurso televisionado, dirigindo-se ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Ele também pediu à população civil mundial que evite negociar com bens israelenses e advertiu empresas estrangeiras a deixarem o país antes que seja “tarde demais”.
Al Mashat destacou ainda que a morte de al Rahawi servirá de justificativa para que Israel “pague” por suas ações. “Continuaremos enfrentando desafios diretamente, e vocês não terão segurança nunca mais. Sionistas, Deus está conosco e a vitória é nossa aliada, não importa quanto tempo leve”, declarou.
Após o ataque, a agência Saba, controlada pelos hutis, anunciou a nomeação de Muhamad Meftah, então vice-primeiro-ministro, como responsável interino pelos assuntos de governo, garantindo a continuidade administrativa enquanto a estrutura do Executivo huti é reorganizada. O braço político do movimento ressaltou que, apesar da perda de membros-chave do gabinete, as instituições permanecem operacionais.
A morte de al Rahawi provocou reações de aliados dos hutis. O grupo palestino Hamas classificou o ataque como um “crime terrível” e uma “violação flagrante da soberania de um Estado árabe”, ao mesmo tempo em que expressou gratidão a al Rahawi pelo apoio durante a guerra em Gaza. A Jihad Islâmica Palestina também prestou condolências ao povo iemenita, afirmando que o martírio reforça a unidade entre os povos palestino e iemenita.
O conflito entre Israel e os hutis se intensificou desde outubro de 2023, no contexto da guerra em Gaza. Os hutis, que controlam Saná e outras regiões do Iêmen desde 2015, têm lançado ataques com mísseis e drones contra Israel em apoio ao Hamas. A maioria dos projéteis foi interceptada pelo exército israelense, mas os ataques continuam.
Em resposta, o exército israelense realizou bombardeios em infraestruturas nas áreas controladas pelos hutis, incluindo o aeroporto de Saná, portos e o complexo militar do palácio presidencial huti, além de plantas elétricas e depósitos de combustível, alegando que os alvos estavam ligados a atividades militares do grupo rebelde.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu advertiu que “o regime terrorista dos hutis pagará um preço muito elevado por sua agressão contra o Estado de Israel” e reafirmou que qualquer ataque será respondido.
O Iêmen enfrenta uma grave crise humanitária, com milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade devido à guerra prolongada, que já deixou centenas de milhares de mortos no país.