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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou à CBS News que continua comprometido em buscar um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, apesar da incerteza sobre a possibilidade de um encontro direto entre Vladimir Putin e Volodimir Zelensky.
Trump classificou sua postura como “realista” e “otimista” e afirmou que acompanha de perto como ambos os líderes lidam com a situação. “Tenho observado, tenho acompanhado e tenho conversado com o presidente Putin e com o presidente Zelensky. Algo vai acontecer, mas eles ainda não estão prontos. Mas algo vai acontecer, nós vamos conseguir”, disse em entrevista por telefone.
As declarações foram feitas enquanto a Rússia mantém ataques contra território ucraniano. No fim do mês passado, um ataque maciço com drones e mísseis contra Kiev deixou ao menos 15 mortos, incluindo quatro crianças, segundo autoridades locais.
Trump demonstrou descontentamento com a violência, mas reforçou que continuará pressionando por um acordo. “Acredito que vamos resolver tudo”, afirmou. E acrescentou: “Francamente, achei que o conflito com a Rússia seria um dos mais fáceis de encerrar, mas parece ser um pouco mais difícil que alguns outros”.
No mesmo dia, o republicano comentou a jornalistas que acompanhava o desfile militar em Pequim, onde Putin se encontrou com líderes da China e da Coreia do Norte. “Entendo a razão pela qual fizeram aquilo, e esperavam que eu estivesse observando, e eu estava. Minha relação com todos eles é muito boa. Vamos descobrir quão boa é em uma ou duas semanas”, disse.
À CBS News, Trump explicou ainda que sua abordagem em negociações internacionais é reunir os líderes em uma sala e estimular acordos em tempo real, sob sua mediação. “Felizmente, tivemos dias muito bons, e quando os coloco juntos em uma sala, ou pelo menos consigo que conversem, tudo parece funcionar. Salvamos milhões de vidas”, declarou.
No mês passado, antes de sua reunião com Putin no Alasca, Trump disse que sua prioridade era preparar o terreno para um próximo encontro: “Tudo o que quero fazer é preparar o terreno para a próxima reunião, que deve ocorrer em breve”.
Além do conflito na Ucrânia, Trump reivindicou reconhecimento por seu papel em “seis ou sete” processos de paz internacionais e afirmou que mereceria o Prêmio Nobel da Paz. Segundo a Casa Branca, ele se referia a disputas em Israel e Irã, Ruanda e República Democrática do Congo, Armênia e Azerbaijão, Tailândia e Camboja, Índia e Paquistão, Egito e Etiópia, e Sérvia e Kosovo.
Alguns analistas criticaram as declarações, observando que muitos desses conflitos permanecem sem solução ou não são considerados guerras em larga escala. Aliados de Trump, no entanto, defenderam que a mediação da Casa Branca foi fundamental para avanços nas conversas.
Trump reiterou que seu papel é facilitar encontros diretos. “Muitas vezes, eles brigam por tanto tempo que nem pensam mais em paz. Isso simplesmente vira um modo de vida. E quando os reúno em uma sala, consigo convencê-los: ‘Vamos, façamos a paz. Já chega. Já perderam vidas demais’”, afirmou.
O presidente americano disse ainda que não busca o reconhecimento internacional. “Não tenho nada a dizer sobre isso. A única coisa que posso fazer é evitar guerras”, declarou à CBS News. E concluiu: “Não busco atenção. Só quero salvar vidas”.