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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país realizou um ataque a uma zona portuária na Venezuela usada para o carregamento de embarcações com drogas, em o que seriam as primeiras operações terrestres americanas em território venezuelano desde o início da campanha de pressão contra o ditador Nicolás Maduro.
Trump declarou que houve “uma grande explosão na zona portuária onde carregam os barcos com drogas” e acrescentou: “Atacamos todos os barcos e agora atacamos a zona (…) é a zona de implementação”, disse à imprensa antes de se reunir com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em seu complexo Mar-a-Lago, na Flórida.
O presidente norte-americano não especificou qual agência do governo esteve à frente da operação nem qual foi o objetivo exato. Trump já havia afirmado em outras ocasiões que autorizou a Agência Central de Inteligência (CIA) a executar operações secretas na Venezuela. Tanto a CIA quanto a Casa Branca e o Pentágono se recusaram a comentar sobre o assunto.
Em uma entrevista por telefone na última sexta-feira, no programa de rádio do apresentador John Catsimatidis, na WABC, Trump mencionou que os Estados Unidos “atacaram” uma grande instalação na América do Sul, sem fornecer detalhes adicionais sobre o tipo de ataque ou a localização exata.
Na mesma entrevista, o mandatário falou sobre ataques norte-americanos a barcos suspeitos de transportar drogas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico Oriental, que teriam causado a morte de pelo menos 105 pessoas em 29 operações desde setembro, segundo dados fornecidos pelo próprio Trump.
Até o momento, a imprensa do governo venezuelano não se pronunciou sobre o incidente descrito por Trump, e não há relatos independentes da Venezuela que confirmem os acontecimentos. Normalmente, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ou contas oficiais do exército americano na rede social X informam sobre ataques a embarcações, mas não houve qualquer comunicado sobre um ataque a uma instalação em terra.
Nos últimos meses, Trump sugeriu repetidamente que os Estados Unidos poderiam passar de ataques a embarcações para operações terrestres na Venezuela ou em outro país sul-americano, e nas últimas semanas afirmou que essa mudança ocorreria “em breve”. Em outubro, o presidente confirmou que havia autorizado a CIA a realizar operações secretas na Venezuela.
Além dos ataques a barcos, o governo norte-americano deslocou navios de guerra, aumentou a presença militar na região, apreendeu dois petroleiros e perseguiu um terceiro. A administração Trump afirma estar em “conflito armado” com os cartéis de drogas e busca frear o tráfico de entorpecentes rumo aos Estados Unidos.
O ditador Maduro sustenta que o verdadeiro objetivo das operações militares norte-americanas é forçá-lo a deixar o poder. Segundo declarações da chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, publicadas este mês na Vanity Fair, Trump “quer continuar atacando barcos até que Maduro se renda”.
(Com informações da AP e Reuters)