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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Durante uma coletiva de imprensa, afirmou: “Estamos prontos para uma segunda onda de ataques na Venezuela, se for necessário”.
O mandatário elogiou o trabalho das forças envolvidas na operação. “Foi uma operação extraordinária na Venezuela. A força empregada nesses ataques foi decisiva para capturar o ditador Maduro. Foi uma ação em solo semelhante à eliminação das forças iranianas no ano passado. Maduro foi capturado com sucesso no meio da noite”, descreveu.
“Estava escuro. As luzes de Caracas foram amplamente apagadas graças a uma certa experiência que temos”, relatou, ao confirmar que Maduro foi preso junto com a esposa, Cilia Flores. “Ambos terão de enfrentar a Justiça dos Estados Unidos. Eles foram acusados em Nova York por uma campanha mortal ligada ao narcotráfico”, disse.
Trump afirmou que a operação ocorreu em “uma fortaleza militar fortificada no coração de Caracas” e destacou: “Somos novamente um país respeitado. Essas operações aconteceram em colaboração com diferentes forças dos Estados Unidos”.
“O que foi visto esta noite foi impressionante. Nenhum serviço dos EUA foi afetado. Houve muita gente envolvida e não houve perdas de militares nem de equipamentos. Temos o melhor time militar do mundo”, avaliou.
Em seguida, declarou que os Estados Unidos ficarão responsáveis pela Venezuela até que ocorra uma transição. “Vamos assumir o controle do país até que haja uma transição importante, até que esteja seguro e protegido”, enfatizou.
“Queremos paz e liberdade para o povo da Venezuela. Os venezuelanos nunca mais vão sofrer”, prometeu, acrescentando que possui “provas contundentes do que Maduro fez”.
Por fim, afirmou que os EUA vão considerar todas as opções militares necessárias. “Os líderes da Venezuela precisam entender que o que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles. Quando esse grupo sair, a Venezuela será definitivamente livre”, disse.
“Agora, nosso hemisfério está muito mais seguro. Quero agradecer aos generais, que fizeram um trabalho fantástico com esses ataques precisos. Foi um ataque pela justiça”, concluiu.
Na sequência, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, destacou: “Fomos testemunhas da coragem e da precisão desse trabalho. Agradeço aos nossos guerreiros das forças armadas. Nenhum país no mundo sequer chegou perto de realizar uma operação como essa”.
“Maduro teve sua chance, mas não a aproveitou. Trump é realmente sério quando diz que vai acabar com o tráfico de drogas. Isso é sobre segurança, liberdade e prosperidade”, afirmou.
Já o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que Maduro era um fugitivo da Justiça dos Estados Unidos. “Maduro teve oportunidades muito generosas e decidiu se agarrar ao poder. O resultado foi o que aconteceu na noite passada”, declarou.
“Se Trump diz que é sério sobre algo, é melhor acreditar, porque ele realmente fala sério. Não brinquem com o presidente dos Estados Unidos. Acho que esta noite foi uma lição”, completou.
Após a fala de Rubio, Trump respondeu a perguntas de jornalistas. Questionado sobre as próximas horas, afirmou: “Vamos administrar o país de forma justa, reinvestir na Venezuela e cuidar de todos. Eles tomaram nosso petróleo e acharam que não faríamos nada a respeito”.
“As pessoas que estão atrás de mim (seus assessores) vão liderar a Venezuela. Estamos falando de um país que está morto”, disse, acrescentando que María Corina Machado “é essencial para tornar a Venezuela grande novamente”.
Perguntado se Maduro resistiu à prisão, Trump afirmou que ele tentou fugir para um local seguro, mas não conseguiu graças à rapidez da operação. “A captura durou 47 segundos”, detalhou.
Ao ser questionado sobre a Rússia, aliada estratégica de Maduro, Trump disse que o governo de Vladimir Putin precisa compreender a operação americana e que haverá comércio de petróleo com o país. “A Venezuela vai se tornar um país de verdade”, prometeu.
Um jornalista perguntou se o poder agora estaria nas mãos da vice-presidente Delcy Rodríguez. Trump respondeu: “Não podemos permitir que ninguém do regime permaneça no poder” e alertou: “É melhor que ninguém toque em nenhum cidadão americano”.
Outro repórter perguntou se Trump poderia comentar sobre Cuba. “Vamos falar deles”, antecipou, passando a palavra a Rubio, que afirmou: “Cuba é um desastre. Não tem economia, não tem turismo. Todos os guardas de Maduro eram cubanos”.
Voltando ao tema Venezuela, Trump lembrou que, na última conversa que teve com Maduro, disse que ele deveria renunciar. “Achei que ele entenderia, mas não entendeu”, afirmou.
A operação começou por volta das 2h da madrugada (horário local), com explosões que sacudiram a capital venezuelana. Segundo vídeos e relatos nas redes sociais, foram ouvidas múltiplas detonações e houve sobrevoo de aviões militares. Imagens registradas pela AFP mostraram colunas de fumaça em diferentes áreas, apagões generalizados e helicópteros Chinook sobrevoando a cidade.
Usuários e veículos locais informaram que as bases militares La Carlota e Fuerte Tiuna, ambas em Caracas, foram alvos de bombardeios. Moradores relataram medo e confusão: uma aposentada de 67 anos contou à AFP que se escondeu após ouvir explosões repetidas e sentiu as janelas tremerem. Outro morador do bairro El Valle afirmou ter ouvido sons semelhantes a tiros de metralhadora, interpretando que tentavam repelir os aviões.
Vídeos publicados nas redes sociais mostraram os efeitos das explosões em Caracas, com colunas densas de fumaça subindo de diferentes pontos da cidade.
Também circularam imagens de vários helicópteros Chinook sobrevoando Caracas, em uma noite marcada por apagões.
O ataque dos Estados Unidos ocorreu após semanas de tensão crescente entre Washington e Caracas. Nos dias anteriores, Trump havia anunciado o envio de forças navais ao Caribe e declarou que os dias de Maduro no poder “estão contados”. Na segunda-feira anterior, segundo o presidente americano, instalações venezuelanas ligadas ao narcotráfico foram destruídas, no que ele descreveu como o primeiro ataque terrestre dos EUA no país sul-americano.