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🧡 Ver Ofertas na ShopeeInvestigador da polícia britânica, pai de gêmeos, diz que caso “pegou pesado” e que vítima ficou com placa de metal na cabeça e perdeu os movimentos do braço.
Um adolescente de 17 anos foi emboscado por uma gangue de traficantes e brutalmente espancado em Luton, na Inglaterra, em um ataque que quase lhe custou a vida. O caso, investigado pela polícia de Bedfordshire, foi retratado no documentário “24 Hours in Police Custody”, exibido pelo Channel 4.
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Conforme relatado pelo jornal britânico, The Sun, o sargento-detetive Tom Hamm, que liderou a investigação e hoje está aposentado após 22 anos de serviço, afirmou que o caso foi emocionalmente difícil porque ele também tem filhos gêmeos de idade semelhante à da vítima. “Este caso, para mim, foi bastante emocionante porque a vítima era gêmea e eu tenho filhos gêmeos de idade semelhante à dele. O paralelo entre a vida dos meus filhos e as dificuldades da vida dele foi algo que mexeu comigo”, disse Tom.
O detetive acrescentou: “Eu poderia me colocar no lugar dos pais dele e imaginar como me sentiria se recebesse aquela batida na porta de um policial dizendo que um dos meus filhos havia se machucado. Isso, pela graça de Deus, poderia ser comigo.”
A emboscada
O adolescente foi deixado gravemente ferido à beira da estrada, com lesões catastróficas na cabeça. Inicialmente, a polícia suspeitou de um atropelamento, mas os exames médicos concluíram que os ferimentos eram incompatíveis com uma colisão de trânsito.
O irmão gêmeo da vítima contou à polícia que acreditava que ele havia ido de Londres a Luton para encontrar uma garota. Posteriormente, descobriu pelas redes sociais que o irmão havia se envolvido em algum tipo de altercação.
Imagens de câmeras de segurança mostraram a vítima entrando no banco traseiro de um carro Lexus em um estacionamento na madrugada, acompanhada por outro jovem. Menos de um minuto depois, eles saíram e um BMW azul avançou em direção ao casal. Enquanto tentavam fugir, quatro homens vestidos de preto, com capuzes cobrindo o rosto e portando tacos de beisebol e um facão, perseguiram os dois. O adolescente de 17 anos foi alcançado e severamente espancado, ficando inconsciente no chão.
A isca
A investigação concentrou-se em uma misteriosa mulher que parecia ter sido usada para atrair a vítima até o primeiro carro, em uma possível transação de drogas, e depois telefonar para alguém no BMW. Ela foi identificada como Jasmine Aldridge, conhecida pelo envolvimento com o tráfico de drogas e trabalho sexual. Ela foi presa, mas optou por permanecer em silêncio.
O namorado de Jasmine, motorista do carro em que ela estava, disse à polícia que ela era viciada em substâncias químicas e que ele tentava ajudá-la a se recuperar. Na noite do ataque, ela pediu para irem a uma pizzaria e estacionou no local. Foi então que ela anunciou que iria encontrar alguém. “Ela saiu para fazer uma ligação e voltou ao carro acompanhada por dois rapazes. Não fazia ideia do que eles estavam fazendo no banco de trás, mas ficaram lá por menos de um minuto”, explicou ele.
A condenação
O histórico do telefone de Jasmine mostrou que, no dia seguinte ao ataque, ela pesquisou uma notícia com o título “Homem encontrado gravemente ferido na estrada após suspeita de atropelamento em Luton”. O número para o qual ela ligou antes da emboscada foi rastreado até Mohammed Hamid, um criminoso fichado pela polícia. Ele foi preso em sua residência, onde os agentes apreenderam drogas, dinheiro e uma espada samurai.
Hamid foi condenado por conspiração para causar lesões corporais graves e sentenciado a 10 anos e nove meses de prisão. Jasmine foi acusada do mesmo crime, mas acabou considerada inocente pelo júri. Os quatro agressores diretos nunca foram identificados.
“É extremamente frustrante para mim que ainda haja pessoas por aí responsáveis pelos ferimentos devastadores causados à vítima. É provavelmente um dos meus maiores arrependimentos em mais de 20 anos não termos conseguido identificá-los”, lamentou Tom. O detetive, no entanto, mantém esperança: “Este caso nunca será totalmente encerrado. Espero que em algum momento possamos identificar os quatro que escaparam.”
A recuperação da vítima
Após seis meses internado em cuidados intensivos, o jovem pôde voltar para casa. “Achava-se que ele perderia a visão de ambos os olhos, mas ele recuperou parcialmente, embora agora precise usar óculos com lentes bastante fortes”, relatou Tom. “Ele ficou com problemas de audição, perda de movimento no braço esquerdo e manca. Além disso, carrega uma placa de metal na cabeça. Foi um ataque cruel.”





















































































