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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um grupo de estudantes do ensino médio comemorando enquanto colunas de fumaça se erguem sobre o céu de Teerã, após bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no país. Nas imagens, um dos adolescentes é ouvido gritando “Eu amo Trump!”, em referência ao presidente norte-americano Donald Trump.
A gravação teria sido feita pouco depois do início da ofensiva militar, batizada de “Epic Fury”, que atingiu diversos pontos do Irã, incluindo instalações associadas ao líder supremo Ali Khamenei. A fumaça densa registrada ao fundo do vídeo contrasta com o clima de euforia entre os jovens, que celebravam os ataques em meio à tensão generalizada na capital iraniana.
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Trump incentivou a população iraniana a aproveitar o momento para derrubar o regime clerical. O presidente afirmou que membros das forças de segurança que depusessem as armas receberiam “imunidade total”, enquanto os que resistissem enfrentariam “morte certa”.
As declarações repercutiram rapidamente dentro e fora do Irã. Para parte dos manifestantes contrários ao governo, os ataques representam uma oportunidade histórica de mudança política. O vídeo dos estudantes comemorando se tornou símbolo dessa reação, ainda que não represente a totalidade da população.
A ofensiva atingiu alvos estratégicos em várias cidades iranianas. Autoridades locais relataram explosões também em Isfahan e Tabriz. Não há confirmação oficial sobre vítimas.
Em resposta, o Irã prometeu uma “retaliação esmagadora”. Poucas horas após os bombardeios, explosões foram registradas no norte de Israel. As Forças de Defesa israelenses informaram ter identificado o lançamento de mísseis balísticos a partir do território iraniano e acionado seus sistemas de interceptação.
Relatos de explosões também surgiram em países do Golfo, como Bahrein, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, aumentando o temor de que o Oriente Médio esteja à beira de um conflito em larga escala.
Diante da escalada, o Irã fechou seu espaço aéreo e interrompeu serviços de telefonia móvel. Em Israel, sirenes de alerta foram acionadas e autoridades orientaram a população a procurar abrigos em caso de novos ataques.
Enquanto líderes internacionais pedem moderação para evitar um confronto regional mais amplo, as imagens dos estudantes celebrando em Teerã evidenciam que, em meio ao cenário de guerra, há também manifestações públicas de apoio à ofensiva americana — um retrato da complexidade e da divisão interna que marcam o momento vivido pelo país.