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A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou neste domingo ter lançado quatro mísseis balísticos contra o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, em nova escalada do conflito iniciado após ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã.
Em comunicado divulgado pela imprensa local, os Guardiões declararam que o navio foi atingido e advertiram que “a terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores terroristas”. É a primeira vez que o Irã afirma ter atacado diretamente um dos principais navios da Marinha americana desde o início da operação.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), porém, negou categoricamente a versão iraniana. “MENTIRA. O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem sequer chegaram perto. O Lincoln continua a lançar aeronaves em apoio à campanha implacável do CENTCOM para defender o povo americano, eliminando as ameaças do regime iraniano”, informou em nota.
O suposto ataque não pôde ser verificado de forma independente. Até o momento, as Forças Armadas americanas relataram danos mínimos e nenhuma baixa, apesar de afirmarem ter enfrentado “centenas de ataques com mísseis e drones iranianos” desde o início das hostilidades.
O USS Gerald R. Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, também integra o reforço militar americano na região, ao lado do Abraham Lincoln e de destróieres de mísseis guiados. O deslocamento inclui mais de 10 mil soldados adicionais.
A ofensiva iraniana ocorre no contexto da Operação “Promessa Honesta 4”, que, segundo Teerã, já lançou ao menos oito ondas de mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Bahrein, Kuwait e Catar.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou a retaliação pela morte do líder supremo Ali Khamenei como um “dever e direito legítimo”. Já o chefe de segurança Ali Larijani prometeu atingir EUA e Israel “com uma força que jamais conheceram”.
Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que poderá responder com uma “força nunca antes vista” caso as represálias continuem. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que a operação seguirá “pelo tempo que for necessário”.
Os ataques anteriores eliminaram parte significativa do alto comando iraniano, incluindo Mohammad Pakpour, Abdolrahim Mousavi, Aziz Nasirzadeh e Ali Shamkhani. A Meia-Lua Vermelha Iraniana informou que 201 pessoas morreram e centenas ficaram feridas.
O Irã decretou 40 dias de luto nacional e instituiu um triunvirato de transição até que a Assembleia de Especialistas escolha um novo líder supremo. A tensão permanece elevada, com risco de ampliação do conflito no Oriente Médio.