Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que a ofensiva militar contra o Irã evitou uma escalada nuclear que poderia resultar em uma terceira guerra mundial.
Em declarações no Salão Oval da Casa Branca, Trump defendeu a decisão de atacar alvos estratégicos iranianos em conjunto com Israel. Segundo ele, a ação foi necessária para impedir que Teerã avançasse no desenvolvimento de armas nucleares.
“Se não tivéssemos feito isso, haveria uma guerra nuclear que evoluiria para uma terceira guerra mundial; não teria sobrado nada”, disse o presidente. Ele classificou a operação como preventiva diante de uma ameaça à estabilidade global.
Trump também afirmou que os ataques enfraqueceram significativamente as capacidades militares iranianas. “Se você acredita que o Irã não deve ter armas nucleares, então precisa apoiar o que fizemos, porque em duas semanas nós os devastamos”, declarou.
A ofensiva teve início em 28 de fevereiro, com bombardeios contra instalações militares, estruturas estratégicas e pontos ligados ao programa nuclear iraniano. Desde então, o conflito já deixou mais de 1.200 mortos, segundo estimativas divulgadas por veículos ligados ao governo iraniano.
Entre as vítimas está o então líder supremo do país, Ali Khamenei, cuja morte foi registrada nos primeiros dias da ofensiva. O episódio aumentou ainda mais a tensão na região.
O presidente americano afirmou que a operação não teve como objetivo apenas proteger os Estados Unidos ou Israel, mas evitar uma ameaça global. “Fizemos um trabalho pelo mundo. Não foi por nós, mas por todo o planeta”, disse.
A escalada do conflito também provocou baixas entre militares dos Estados Unidos. Pelo menos 14 soldados americanos morreram em ataques relacionados à crise no Oriente Médio, segundo dados do Departamento de Defesa.
Em resposta, o Irã realizou ataques contra alvos ligados aos EUA em diversos países do Golfo, incluindo Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, negou que o país mantenha um programa nuclear com fins militares. Segundo ele, as ações iranianas têm como alvo apenas instalações militares dos Estados Unidos na região.
A crise também gerou impactos na economia global, principalmente após o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo.
Diante da situação, Trump pediu apoio de aliados para garantir a segurança da navegação e permitir a reabertura da rota. No entanto, o presidente criticou a falta de engajamento internacional. “Há 40 anos nós os protegemos e eles não querem se envolver”, afirmou.
Na Europa, países descartaram participação em uma operação militar no âmbito da OTAN. O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, afirmou que a aliança não tem mandato para atuar nesse conflito.
Já a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que, por enquanto, o bloco não pretende ampliar sua atuação militar na região.
Enquanto isso, o Irã afirma que continuará com as operações militares. Araghchi declarou que o país está preparado para manter os confrontos pelo tempo que considerar necessário.
Apesar da escalada, Trump afirmou que a ofensiva não deve se prolongar por muito tempo. Segundo ele, a situação será resolvida em breve e o mundo ficará “muito mais seguro” após o fim do conflito.
(Com informações de agências internacionais)























































