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O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quarta-feira que os responsáveis pela morte de Ali Larijani “pagarão com sangue”. A declaração foi divulgada nas redes sociais e repercutida por veículos iranianos, um dia após o governo confirmar a morte do alto funcionário.
Larijani, considerado um dos nomes mais influentes do regime, morreu em um ataque atribuído a Israel na região leste de Teerã. Segundo o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, ele estava acompanhado do filho, de assessores e de seguranças, que também morreram na ação.
Em sua mensagem, Khamenei lamentou a morte e classificou Larijani como um líder experiente e comprometido. Ele também afirmou que o assassinato fortalecerá o sistema iraniano e prometeu resposta contra os responsáveis.
O ataque ocorre em meio à guerra iniciada em 28 de fevereiro e representa um dos maiores golpes contra a cúpula do governo iraniano. No mesmo dia, Israel também anunciou a morte do general Gholamreza Soleimani, ligado às forças de segurança do país.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou a operação, afirmando que líderes do regime iraniano estão sendo eliminados. Já o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que a estratégia é enfraquecer as capacidades do país.
Por outro lado, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, minimizou o impacto das mortes e afirmou que a estrutura política do Irã segue sólida.
Ali Larijani teve papel central no governo iraniano por décadas. Ele foi negociador nuclear entre 2005 e 2007, presidiu o Parlamento por 12 anos e tinha forte influência sobre setores militares e religiosos. Nos últimos meses, era apontado como uma das principais figuras na coordenação das ações do país durante o conflito.
Apesar das mensagens de fúria, o paradeiro de Mojtaba Khamenei continua um mistério. Desde que foi nomeado sucessor de seu pai, em 8 de março, ele não fez nenhuma aparição pública, nem gravou áudios ou vídeos.
Rumores internacionais, citados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sugerem que ele pode estar morto, em coma ou gravemente ferido. Teerã nega e afirma que o líder está vivo, mas fontes da CNN indicam que ele teria sofrido lesões graves no rosto e nas pernas em um ataque anterior.