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China e Rússia vetaram nesta terça-feira (7) uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que buscava reforçar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e exigir que o Irã interrompesse ataques contra navios comerciais.
O texto, apresentado por países do Golfo como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait e Catar, previa a coordenação de medidas defensivas para proteger embarcações, incluindo escoltas marítimas. A proposta também pressionava Teerã a cessar imediatamente as ofensivas contra o tráfego comercial na região.
Apesar de ter recebido 11 votos favoráveis, a resolução foi barrada pelo veto de China e Rússia, membros permanentes do Conselho com poder de bloqueio. Paquistão e Colômbia se abstiveram.
A proposta original previa até o uso de “todos os meios necessários” — termo que poderia abrir caminho para ação militar. No entanto, diante da resistência de países com poder de veto, o texto foi sendo suavizado, primeiro limitando-se a medidas defensivas e, depois, retirando qualquer autorização explícita do Conselho para ações mais amplas.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas mais estratégicas do mundo, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo transportado globalmente. A instabilidade na região tem gerado preocupação internacional sobre o impacto no abastecimento de energia.
A tensão aumentou após ataques atribuídos ao Irã contra infraestruturas e alvos civis em diversos países, em resposta às ações militares dos Estados Unidos e de Israel iniciadas no fim de fevereiro. Na região do Golfo Pérsico, países veem a possível interrupção do tráfego marítimo como uma ameaça direta às suas economias.
O impasse ocorre no mesmo dia em que termina o prazo estabelecido pelo presidente Donald Trump para que o Irã reabra totalmente o estreito. O líder americano afirmou que, caso isso não aconteça, a escalada do conflito pode atingir níveis extremos.
Em meio ao bloqueio diplomático, representantes de China e Rússia responsabilizaram Estados Unidos e Israel pela crise e defenderam o fim imediato das operações militares como prioridade.
Com o veto, o Conselho de Segurança permanece dividido, enquanto cresce o risco de agravamento do conflito e de impactos no mercado global de energia.