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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que é “altamente improvável” que o cessar-fogo com o Irã seja estendido e alertou que “muitas bombas começarão a explodir” caso não haja um acordo entre os dois países.
A atual trégua, com duração de duas semanas, expira na noite de quarta-feira, no horário de Washington. No entanto, o Irã ainda não se comprometeu a participar das novas negociações previstas para ocorrer em Islamabad nesta semana.
“Não vou me apressar para fazer um acordo ruim. Temos todo o tempo do mundo”, disse Trump em entrevista por telefone à Bloomberg News.
Em seguida, à PBS News, reforçou o tom de ameaça: “muitas bombas começarão a explodir” caso não haja entendimento entre os países, acrescentando que “certamente esperaria” que os combates fossem retomados imediatamente.
Na semana passada, Trump já havia demonstrado incerteza sobre a extensão da trégua, dando três respostas diferentes a cinco repórteres durante uma sessão de perguntas e respostas.
O presidente também afirmou que o Estreito de Ormuz continuará bloqueado até que um acordo seja alcançado entre Estados Unidos e Irã.
Em uma série de publicações na rede Truth Social, Trump escreveu que está “vencendo uma guerra, POR MUITO” e afirmou que o acordo que pretende firmar “será algo de que o mundo inteiro se orgulhará”.
O vice-presidente JD Vance deve viajar ainda hoje para retomar as negociações no Paquistão, que começam na terça-feira. No entanto, a República Islâmica ainda não decidiu se enviará representantes, citando o bloqueio naval dos EUA e as exigências de Washington como obstáculos fundamentais para a paz.
Trump também voltou a criticar o Acordo Nuclear com o Irã de 2015, firmado durante o governo de Barack Obama e com participação de Joe Biden:
“O ACORDO que estamos fazendo com o Irã será MUITO MELHOR do que o JCPOA, comumente referido como ‘Acordo Nuclear com o Irã’, elaborado por Barack Hussein Obama e Sleepy Joe Biden, um dos piores acordos já feitos no que diz respeito à segurança do nosso país.”
O JCPOA foi firmado em 2015 entre Irã, Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha, com o objetivo de limitar o programa nuclear iraniano em troca do alívio de sanções. Os EUA deixaram o acordo em 2018.
Trump prosseguiu com as críticas:
“Se eu não tivesse encerrado esse ‘acordo’, armas nucleares teriam sido usadas contra Israel e em todo o Oriente Médio, incluindo nossas estimadas bases militares dos EUA.”
Ele acrescentou:
“Se um acordo acontecer sob ‘TRUMP’, ele garantirá paz, segurança e proteção, não apenas para Israel e o Oriente Médio, mas também para a Europa, América e todo o resto.”
“Será algo de que o mundo inteiro se orgulhará, em vez dos anos de constrangimento e humilhação que fomos forçados a sofrer devido a uma liderança incompetente e covarde!”
Em outra publicação, Trump rebateu críticas da imprensa:
“Li as Fake News dizendo que estou sob ‘pressão’ para fazer um acordo. ISSO NÃO É VERDADE! Não estou sob nenhuma pressão, embora tudo vá acontecer relativamente rápido!”
“O tempo não é meu adversário, a única coisa que importa é que finalmente, depois de 47 anos, coloquemos em ordem a BAGUNÇA que outros presidentes deixaram acontecer porque não tiveram coragem ou visão para fazer o que precisava ser feito em relação ao Irã.”
Cerca de meia hora depois, ele voltou a se manifestar:
“Estou vencendo uma guerra, POR MUITO, as coisas estão indo muito bem, nosso Exército tem sido incrível”, antes de atacar novamente a “fake news”, que, segundo ele, faria parecer “que estamos perdendo a guerra”.
Minutos depois, acrescentou:
“A liderança iraniana forçou centenas de navios em direção aos Estados Unidos, principalmente Texas, Louisiana e Alasca, para pegar seu petróleo — muito obrigado!”
Por outro lado, a agência semioficial Tasnim informou que a posição do Irã sobre não participar das negociações “não mudou até este momento”, contradizendo a declaração de Trump de que a equipe americana estaria a caminho de Islamabad.
Trump já havia minimizado a possibilidade de ausência iraniana, dizendo ao New York Post:
“Eu presumo, neste momento, que ninguém está fazendo jogo.”
Segundo a Tasnim, “a questão do bloqueio naval é um obstáculo muito fundamental nas negociações”. A agência também informou que mediadores paquistaneses confirmaram ter levado essa preocupação ao presidente dos EUA.
O regime iraniano também se opõe a exigências adicionais não especificadas feitas pelos Estados Unidos por meio de canais diplomáticos.
“A delegação iraniana acredita que, enquanto a América não olhar para a questão de forma realista e se aproximar da mesa de negociações com os mesmos cálculos errados que levaram à sua pesada derrota no campo de batalha, as negociações são apenas uma perda de tempo”, informou a agência.
Ainda segundo a Tasnim, Teerã “não tem intenção de participar de um teatro americano” até que obstáculos importantes sejam removidos e “um horizonte claro para alcançar um acordo aceitável para o Irã” seja estabelecido.
Sobre a possibilidade de conversar diretamente com líderes iranianos, Trump afirmou:
“Se eles quiserem se reunir, temos pessoas muito capazes, mas não tenho problema em me reunir com eles.”
Ele destacou que há uma exigência central nas negociações:
“Livrem-se de suas armas nucleares. É tudo muito simples.”
“Não haverá arma nuclear.”
Enquanto isso, negociações de paz entre Israel e Líbano devem ser retomadas na quinta-feira em Washington, segundo uma fonte israelense. O presidente libanês afirmou anteriormente que essas conversas devem ser tratadas separadamente das negociações envolvendo o Irã.





















































