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O Exército de Israel anunciou neste domingo (31) a captura da fortaleza medieval de Beaufort, um enclave estratégico no sul do Líbano. A operação, liderada pela Brigada Golani das Forças de Defesa de Israel (FDI), marca um avanço significativo na ofensiva terrestre contra o Hezbollah no país vizinho.
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O anúncio e o hasteamento das bandeiras
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, comunicou que soldados sob seu comando e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu retornaram ao topo de Beaufort, onde hastearam as bandeiras de Israel e da Brigada Golani.
“Quarenta e quatro anos após a heroica batalha de Beaufort, e neste dia em que homenageamos os soldados mortos na Primeira Guerra do Líbano (1982), nossas tropas retornaram ao topo de Beaufort e hastearam novamente a bandeira de Israel”, declarou Katz em uma publicação na rede X.
“Ponto de inflexão decisivo”
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou a conquista como um “ponto de inflexão decisivo” na ofensiva contra o Hezbollah.
“A tomada de Beaufort é uma etapa espetacular e um ponto de inflexão decisivo”, afirmou Netanyahu. “He ordenado às FDI ampliar as operações no Líbano. Nossas forças cruzaram o Litani e tomaram o controle de alturas estratégicas. Minhas instruções são aprofundar e estender nosso controle sobre os lugares que estavam sob domínio do Hezbollah.”
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A importância histórica e estratégica da fortaleza
A fortaleza medieval de Beaufort, construída pelos cruzados no século XII, está situada a cerca de 300 metros de altitude e domina amplas extensões do sul do Líbano. Foi utilizada como base por Israel durante a ocupação da região, que durou de 1982 a 2000. Em 1982, durante a Primeira Guerra do Líbano, seis soldados da Brigada Golani morreram na chamada Batalha de Beaufort contra a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). As FDI informaram que a fortaleza e a cordilheira vizinha abrigavam infraestrutura significativa do Hezbollah, incluindo depósitos de armas, postos de observação e rotas de abastecimento para o grupo terrorista.
Avanço israelense na região
Como parte da operação, soldados israelenses cruzaram o rio Litani e avançaram em direção à fortaleza. O Exército afirmou que a incursão visa a:
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Destruir a infraestrutura do Hezbollah na cordilheira de Beaufort e no vale do rio Saluki.
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Eliminar a ameaça direta à região da Galileia e ao assentamento de Metula.
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Ampliar a linha de defesa avançada de Israel no sul do Líbano.
Katz prometeu que as tropas permanecerão no castelo como parte da zona de segurança no Líbano.
“Quem ameaçar os cidadãos de Israel perderá seus ativos estratégicos um após o outro”, declarou o ministro da Defesa.
O cenário de guerra e as negociações
O avanço militar ocorre em um momento de intensos conflitos e diplomacia de bastidores. A ofensiva terrestre de Israel visa enfraquecer o Hezbollah, grupo aliado do Irã. O governo iraniano defende que um cessar-fogo no Líbano faça parte de um acordo mais amplo para a região, que está sendo negociado com os Estados Unidos. A reação do Hezbollah foi imediata: o grupo reivindicou novos ataques com foguetes contra o norte de Israel e afirmou estar empenhado em combates para impedir o avanço das tropas israelenses. O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de adotar uma “política de terra arrasada” e de infligir uma “punição coletiva” ao povo libanês.
Números da guerra
Desde o início da guerra, em 2 de março, mais de 3.371 pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas, segundo autoridades libanesas. No domingo, Israel ordenou a evacuação da população de uma ampla área entre sua fronteira e o rio Zahrani, cerca de 40 quilômetros ao norte. O Exército israelense anunciou a morte de um soldado, elevando para 25 o número de militares mortos em operações no Líbano.




















































